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Dos cursinhos populares para a política representativa: conheça Vagner Garcez

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Em 2018, os(as) brasileiros(as) irão às urnas para decidir o futuro político do país. E, nós do Portal Áfricas, perguntamos o que há de novo sob o sol? Quais motivações têm guiado os jovens brasileiros a entrarem para a política? Quem são os novos políticos que tentam disputar a batalha eleitoral em 2018? O que pensam e com o que estão comprometidos?

­­Nesta edição  especial o Portal Áfricas apresenta o perfil de jovens lideranças que são pré-candidatos ao pleito de 2018! Todos eles são participantes do RenovaBR, um instituto de formação voltado à renovação na política. A iniciativa tem por objetivo capacitar novos talentos com potencial para concorrem a deputados estaduais e federais.

 

Áfricas –  Fale um pouco sobre você.

Sou professor de Geografia, leciono na rede pública (estadual) e privada em Porto Alegre-RS desde 2014. Tenho 34 anos, casado e pai de duas meninas pequenas. Durante o ensino médio, que fiz em escola pública, me despertou o interesse pela educação. Eu gostava de estudar, mas não gostava do colégio. Mais tarde, quando fiz cursinho preparatório para o vestibular, vi que existiam professores bem sucedidos e aulas boas e divertidas, um enorme contraste com a escola onde me formei – aquilo me intrigava. Paralelamente, a identidade enquanto negro ia se formando, numa relação de amor e ódio. Crescemos ouvindo apenas adjetivos pejorativos sobre a população negra, não é fácil ter orgulho do nosso passado em um ambiente assim. Na universidade (UFRGS), trabalhei com pesquisa em meio ambiente e desertificação, participei de coletivos negros e dava aula em cursinhos populares. Ao final da graduação participei do Programa de Vocação para a Diplomacia, do Instituto Rio Branco, antes de assumir o cargo atual de professor.

 

Áfricas –  O que te motivou a entrar para a política?

A vontade de mudar a educação pública. Mudar o jeito de como nós brasileiros olhamos para ela. É necessário mais investimento em educação, mas é mais importante ainda reestruturar o sistema e colocá-lo no centro do projeto de desenvolvimento do país. A atuação legislativa neste projeto é fundamental, assim como assegurar a diversidade cultural e regional na participação desta construção.

 

Áfricas –  Mais de 4 mil pessoas de todos os estados se inscreveram no processo seletivo do RenovaBR. Os inscritos passaram por etapas de teste online, vídeos de apresentação pessoal, entrevistas e banca avaliadora com especialistas em gestão pública e política.

Você foi um dos 100 selecionados para ser uma liderança RenovaBR. Como foi o processo seletivo?

Inicialmente, minha preocupação era mostrar minhas capacidades e não ser eliminado, mas não pensava na concorrência. Quando percebi o alto nível da entrevista e da banca, achei que seria uma ótima oportunidade de expor meus projetos, se fosse reprovado era porque não estariam maduros o suficiente.

 

 

Áfricas – O RenovaBR é uma organização que visa inserir pessoas comprometidas e preparadas na política representativa brasileira. Qual  a importância de uma iniciativa dessas para a sociedade?

Penso que a importância é justamente tornar a atuação legislativa mais orgânica em relação à sociedade brasileira. Na atual configuração política muitas decisões são tomadas à revelia da vontade e do conhecimento da população em geral e a busca da manutenção desse sistema multiplicam as relações corruptas que corroem o Estado. Iniciativas como essa devem oxigenar ações que reverterão a estrutura desse velho sistema.

 

Áfricas – Quais das suas experiências profissionais ou pessoais mais contribuirão para que você se torne um bom representante público?

Como professor, conhecedor do ambiente escolar e das relações institucionais; a participação no programa de diplomacia que embasa meu conhecimento sobre o Estado e a economia; a participação de coletivos que debatem a representatividade do povo negro; o papel de pai, que sabe da importância de uma educação infantil bem estruturada.

 

Áfricas – Nos últimos anos, vimos um acirramento da polarização partidária, enquanto os problemas estruturais do país continuam sem solução. Quais são suas principais bandeiras e como construir uma ambiente político mais democrático?

Minha principal bandeira é a educação, especialmente a pública. Ali deve-se construir uma narrativa que promova a ciência e a diversidade, centrados no desenvolvimento humano. O Parlamento deve servir de local de debate ideológico e cultural, por isso as diversidades da sociedade devem estar plenamente representadas.

 

Áfricas – Cada vez mais as pessoas querem se sentir efetivamente representadas na política. Nesse sentido, como você avalia a atuação de movimentos sociais organizados?

São fundamentais para o aperfeiçoamento das relações da sociedade. Respeitar o lugar de fala das minorias e permitir que suas demandas sejam debatidas em universidades, escolas e casas legislativas, facilitando a confluência entre democracia, ciência e saberes jurídicos.

 

Áfricas – Como combater efetivamente a corrupção na política?

No curto prazo, investir em otimizar processos burocráticos que aumentem a eficiência e a transparência dos serviços públicos e da atuação dos mecanismos de fiscalização. No médio-longo prazo, a renovação dos quadros políticos e a qualificação da educação são os fundamentos para a perpetuação da busca de aperfeiçoamento das relações institucionais.

 

Áfricas – O uso de ferramentas alternativas de informação (portais, blogs, vlogs, sítios, rádios on-line etc.) aumenta a cada dia. Como evitar que notícias falsas se propaguem nas redes prejudicando a reputação de pessoas? Você teme ser alvo de fake news?

Infelizmente, nem os maiores especialistas sabem como evitar a criação de notícias falsas. Não penso muito nisso, espero que não aconteça nem comigo nem com outros possíveis candidatos. É lamentável e perigoso que um debate limpo de propostas e ideias seja interrompido por ataques pessoais e falsos. Cuidar a fonte de informação é fundamental para evitar deixar propagar essa cultura retrógrada e imoral.

 

Áfricas –  Que mensagem você deixaria para o brasileiro ou brasileira que está preocupado com os rumos da política no nosso país? O Brasil tem jeito?

Não tenhamos medo da renovação! Ruim é deixar como está. Somos um povo trabalhador. Um povo honesto, solidário, criativo e inteligente. Temos que acreditar que pessoas simples podem ocupar a alta política, que podemos exportar um Brasil sofisticado e democrático. Crer nisso que vai nos fazer perceber que já estamos fazendo o Brasil tomar jeito!

 

Nome: Vagner Garcez

Organização: Frente Favela Brasil / RenovaBR

Canal no You Tub: Geografia do Garcez

Página no Facebook: Geografia do Garcez

 

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