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Mulher, mãe e ativista socioambiental: conheça Camila Godinho

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Em 2018, os(as) brasileiros(as) irão às urnas para decidir o futuro político do país. E, nós do Portal Áfricas, perguntamos o que há de novo sob o sol? Quais motivações têm guiado os jovens brasileiros a entrarem para a política? Quem são os novos políticos que tentam disputar a batalha eleitoral em 2018? O que pensam e com o que estão comprometidos?

Nesta edição  especial o Portal Áfricas apresenta o perfil de jovens lideranças que são pré-candidatos ao pleito de 2018! Todos eles são participantes do RenovaBR, um instituto de formação voltado à renovação na política. A iniciativa tem por objetivo capacitar novos talentos com potencial para concorrem a deputados estaduais e federais.

 

Áfricas –  Fale um pouco sobre você.

Camila: Tenho 37 anos e desde os 16 participo de movimentos sociais. Primeiro o movimento de juventude, depois o movimento socioambientalista. Em 2002 fui uma das 04 jovens representantes do Brasil na delegação oficial da Rio+10 na África do Sul. Em 2003 passei a representar a América Latina no Conselho de Jovens do Programa da ONU para o Meio Ambiente. Em 2006 fundei uma ONG, a SER, em Salvador junto com um grupo de amigos para formar lideranças em comunidades. Em 2007 passei a integrar o Conselho de Administração da Carta da Terra. Em 12 anos na SER estivemos trabalhando em 23 municípios e impactando diretamente mais de 5.000 pessoas, promovendo o desenvolvimento local a partir do empreendedorismo e da inovação social. Sou casada e tenho 03 filhos, Gabriel, Artur e Sofia que me inspiram diariamente.

 

Áfricas –  O que te motivou a entrar para a política?

Camila: Em 2013 eu estava trabalhando no Sertão da Bahia e fui visitar uma liderança de uma cooperativa que estava apoiando. Chegando na casa, vi um estado de miséria que me chocou. Um bebê dormindo em um ambiente completamente insalubre, não havia energia, água ou saneamento. Naquele dia entendi que eu já impactava a vida das pessoas mas que precisava fazer muito mais.

 

Áfricas –  Mais de 4 mil pessoas de todos os estados se inscreveram no processo seletivo do RenovaBR. Os inscritos passaram por etapas de teste online, vídeos de apresentação pessoal, entrevistas e banca avaliadora com especialistas em gestão pública e política.

Você foi um dos 100 selecionados para ser uma liderança RenovaBR. Como foi o processo seletivo?

Camila: O processo em si foi altamente desafiador e exatamente por isso eu sempre acreditei que se fosse selecionada significava que existia em mim um diferencial.

 

Áfricas – O RenovaBR é uma organização que visa inserir pessoas comprometidas e preparadas na política representativa brasileira. Qual  a importância de uma iniciativa dessas para a sociedade?

Camila: A democracia brasileira é muito jovem e desde então os mesmos grupos têm revezado no poder. Atingimos um momento na nossa história em que precisamos aproximar o fazer político da população. Isso significa que precisamos mudar a forma de fazer, criando métodos para participação, diálogo e transparência. Reinventar a política é reinventar como a sociedade vive a política e o RenovaBR, ao trazer pessoas com diversas experiências, vivências e conhecimentos para repensar a política fortalece essa onda de transformação cultural.

 

Áfricas – Quais das suas experiências profissionais ou pessoais mais contribuirão para que você se torne um bom representante público?

Camila: Durante 15 anos coordenei muitos projetos. Colaborar com o desenvolvimento de um método de manejo agrícola adaptado à seca me permitiu conhecer a realidade da agricultura familiar no Brasil. Ajudar empreendedores sociais a implementar seus projetos a partir da incubação e monitoramento de impacto me fez compreender a necessidade do diagnóstico participativo e do fortalecimento dos ativos locais. Em todos os projetos exercitei a negociação e diálogo com diversos atores, buscando encontrar pontos de convergência. Meus valores e princípios são muito claros. Por 15 anos servi poucos. Agora é hora de servir muitos.

 

Áfricas – Nos últimos anos, vimos um acirramento da polarização partidária, enquanto os problemas estruturais do país continuam sem solução. Quais são suas principais bandeiras e como construir uma ambiente político mais democrático?

Camila: Vou lutar pela igualdade de oportunidades. Para que tenhamos uma sociedade justa, com desenvolvimento econômico e restauração ambiental precisamos criar as condições para que as pessoas possam ter as “rédeas” do seu destino e isso só é possível se todos têm as mesmas oportunidades, pelo menos, de educação, acesso a crédito e saúde. Para construir um ambiente político mais democrático precisamos reaprender a dialogar e nesse contexto precisamos exercitar uma escuta ativa, buscando compreender o outro e não julgar. Fazer política precisa deixar de ser sinônimo de grito e briga e passar a ser sinônimo de diálogo, respeito e busca por convergência.

 

Áfricas – Cada vez mais as pessoas querem se sentir efetivamente representadas na política. Nesse sentido, como você avalia a atuação de movimentos sociais organizados?

Camila: Os movimentos sociais organizados sempre fizeram política, cada um na sua área. Contudo ainda temos poucos movimentos falando sobre o fazer político em si, buscando participação e transparência. Precisamos provocar uma união dos movimentos para interferir de forma coordenada na política. Este é um dos objetivos do Movimento Agora! que agrega representantes de inúmeros movimentos e organizações sociais na definição de pautas comuns e objetivando interferir diretamente na política. Em Salvador, a SER participa do movimento Juntos por Salvador que congrega mais de 10 movimentos em busca de uma maior transparência e participação política.

 

Áfricas – Como combater efetivamente a corrupção na política?

Camila: A corrupção precisa ser combatida em todas as situações cotidianas. Precisamos acabar com o famoso “jeitinho brasileiro”. A corrupção na política é um reflexo cultural de como se negociar e como criar alianças. Precisamos criar uma campanha nacional pelo fim da corrupção envolvendo toda a sociedade e em paralelo criar mecanismos que permitam a transparência de toda e qualquer transação que envolva recursos (financeiros ou não).

 

Áfricas – O uso de ferramentas alternativas de informação (portais, blogs, vlogs, sítios, rádios on-line etc.) aumenta a cada dia. Como evitar que notícias falsas se propaguem nas redes prejudicando a reputação de pessoas? Você teme ser alvo de fake news?

Camila: Evitaremos fake News quando elas pararem de ser compartilhadas. Para isso precisamos criar e disseminar mecanismos de checagem de notícias (fact check). A população precisa entender que quando compartilha fortalece a notícia! Sendo alvo de fake News irei combate-la com a verdade.

 

Áfricas –  Que mensagem você deixaria para o brasileiro ou brasileira que está preocupado com os rumos da política no nosso país? O Brasil tem jeito?

Camila: Com certeza o Brasil tem jeito mas depende de todos nós. Depende que a gente deixe de lado a polarização e busque dar início a um novo capítulo na história do nosso país. Que tenhamos clareza de que precisamos de novas pessoas ocupando cargos executivos e legislativos, pessoas comprometidas com a verdade, a transparência e com o povo. Pessoas que desejam, genuinamente, servir. Votar é um ato de extrema relevância! Não deixe de votar! E pesquise, entenda a história, conheça em quem vai votar! Não vote em personagens! Vote em pessoas!

Nome: Camila Godinho

Página no Facebook: www.facebook.com/camilagodinhoBA

 

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