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Número de brasileiros que se declaram negros sobe 6% entre 2016 e 2017

“Isso é aceitação.” A frase é da professora de educação física Fernanda Trajano dos Santos, 26 anos. Ela se autodeclara negra. Junto dela, tem outros 17,8 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad). O número de brasileiros que se declaram negros subiu 6% entre 2016 e 2017. O aumento vem sendo observado desde 2015, quando os brancos deixaram de ser maioria no Brasil. O número de cidadãos que se consideram pardos também aumentou. A alta foi de 1%, totalizando 96,9 milhões. Já o número de brancos caiu 0,6%, para 90,379 milhões. Comparando com o início da realização da pesquisa, em 2012, os autodeclarados pretos cresceram 21,8%. Já o total de pardos aumentou 7,7%, e o de brancos caiu 2,4%.

Nem sempre se assumir negro ou pardo foi fácil. Vítimas de preconceito e discriminação, muitos preferiram um dia mascarar a raça. Fernanda explica o que está ocorrendo. “Isso significa um maior grau de conscientização. Estamos reconhecendo que somos negros”, argumenta. Ela acredita que sempre existirá preconceito contra os negros, porém de forma mais branda. “Temos novas leis, as próprias faculdades estão se politizando para o assunto”, comemora. No DF, 61% das pessoas se declaram negras ou pardas.

Antônio de Pádua, presidente da Rede Urbana de Ações Socioculturais (Ruas), entidade que trabalha questões do movimento negro e de periferias, acredita que a busca por direitos e autoafirmação faz com que mais pessoas se identifiquem como negras. “A militância dos movimentos sociais têm influenciado esse aumento. A difusão da cultura negra na sociedade também colabora, e o jovem tem carregado isso com mais força”, explica.

Para ele, o preconceito é impulsionado pelo coletivo. “Quando se cria um padrão de cabelo, roupa e comportamento, a sociedade automaticamente tem uma reação de renegar o diferente. O mercado do marketing é responsável por isso. É raro ver um modelo negro liderando uma campanha publicitária. Na televisão, não temos artistas negros nem professores negros na universidade”, destaca.

Idosos

A população idosa brasileira cresceu a uma média de 1 milhão por ano de 2012 a 2017. Nos últimos cinco anos, a população com 60 anos ou mais subiu de 25,4 milhões para 30,2 milhões — alta de 18,8%. A maior concentração de idosos foi registrada das regiões Sul e Sudeste, com 16,5% e 16%, respectivamente. No Brasil, essa faixa etária representa 14,6%. As regiões com menor percentual de idosos são o Norte (9,7%) e o Centro-Oeste (12,7%). O Nordeste registrou 13,6% de habitantes acima de 60 anos, de acordo com a pesquisa.

Na capital federal, o número de habitantes com 60 anos ou mais, que estava em declínio desde 2015, voltou a aumentar, chegando a 12% de crescimento. A analista do IBGE Maria Lúcia Vieira, gerente da Pnad, classifica a estatística como “esperada”. “É um fenômeno que está acontecendo no mundo todo. Está havendo o aumento da expectativa de vida, e as pessoas não estão nascendo”, explica.

Para a costureira Maria José de Melo, 65 anos, os investimentos em políticas públicas, como no transporte, precisam aumentar. “Não há uma organização nos ônibus para abrigar os idosos com responsabilidade. Ficamos todos amontoados sem passar a catraca”, reclama. Ela conta que pega ônibus da Asa Sul para a Asa Norte e sempre se depara com essa situação. “A cidade não está preparada para lidar com o aumento do número de idosos”, pondera. (OA e BSR)

Fonte Correio Braziliense

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