Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Repatriação Digital preserva história de religiões afro-brasileiras

Compartilhe:




 

Se até hoje, com a liberdade de crença religiosa supostamente protegida pela Constituição Federal, as religiões de matriz africana ainda são alvo de preconceito e violência, durante o Estado Novo (1937 – 1945) a vandalização e fechamento de terreiros eram instituídas pelo próprio governo. Naquela época, muitos foram atacados pela política com ações repressivas que tiveram força em Pernambuco. Agora, através do projeto Repatriação Digital, uma equipe de pesquisadores resgata cerca de 400 peças pertencentes a espaços sacros de cultos afro-brasileiros confiscados no período, que estão agora catalogados em site e em exposição interativa no Museu da Abolição.

Resultado de uma parceria entre o Museu Afrodigital, o Museu da Abolição e o Centro Cultural São Paulo, a iniciativa cataloga as peças pertencentes ao Acervo Mário de Andrade, mantido pelo CCSP. Os objetos, de diversos suportes (cerâmica, tecido, metal, madeira, entre outros), são apenas uma pequena fração aninhada às delegacias e à Secretaria de Segurança Pública como provas do “crime” praticado por frequentadores de terreiro. As obras foram cedidas a Mário de Andrade e sua Missão de Pesquisas Folclóricas, em 1938.

“Nossa pesquisa começou em 2016 e tem como objetivo resgatar o histórico de intolerância contra o povo de terreiro. Com esse processo de digitalização também vamos facilitar as pesquisas, porque antes era necessário ir até São Paulo para ter acesso a essas peças”, explica Charles Martins, antropólogo e coordenador do projeto.
Entre os objetos catalogados estão imagens de santos católicos, resplendores, espadas, abebés, pilões, entre outros, pertencentes a nações como Xangô, Xambá, Nagô, Jeje e Mirê.

ITINERANTE

Na exposição, montada até o final de junho no Museu da Abolição, estarão dispostos totens nos quais os visitantes poderão ter acesso ao material. Também haverá atividades interativas, como um mapa da África que deverá ser montado pelos visitantes, explicitando a complexidade daquele continente, com suas diferentes nações e culturas.
Charles explica que a segunda parte da pesquisa, já aprovada pelo Funcultura, catalogará as peças do período que estão em posse do Museu do Estado de Pernambuco.

O acervo já estudado pode ser conferido no www.museuafrodigital.com.br/repatriacaodigital. O Museu da Abolição fica na Rua Benfica, 1150, Madalena, e a visitação gratuita acontece de segunda a sexta, das 9h às 17h, e sábado, das 13h às 17h. Informações: 3228-3248.

Deixe seu comentário:

Últimas Notícias

Colabore

envie-seu-artigo



gtag('config', 'UA-119164319-1');

 
 

Contato

* Whatsapp | 55 (16) 99790-7987 * portalafricas@hotmail.com

Curta no Facebook

Publicidade