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UFBA apura denúncia de racismo e assédio moral praticado por estudantes contra funcionárias de restaurante universitário

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Universidade Federal da Bahia (UFBA) informou que está apurando uma denúncia de atos de racismo e assédio moral que teriam sido praticados por estudantes contra funcionárias do Restaurante Universitário do campus de São Lázaro, em Salvador.

Fonte G1  Bahia

A investigação foi iniciada pela instituição de ensino após uma carta aberta assinada por estudantes, funcionários do restaurante e representantes de movimentos sociais ser enviada à reitoria da universidade, no domingo (17).

A carta pede que três alunos, estudantes de Artes Cênicas, Ciências Sociais e do Bacharelado Interdisciplinar (BI) de Humanidades, sejam proibidos de frequentar o restaurante, por estarem supostamente submetendo as funcionárias a cenas frequentes de humilhação, orientadas por atitudes racistas, machistas e outras formas de discriminação

O documento aponta que praticamente todos os dias podem ser observadas “constantes cenas de humilhação às trabalhadoras que garantem as refeições nos turnos de meio dia e a noite”.

“Achamos inadmissíveis esses comportamentos, porque gritar, humilhar e assediar moralmente como se elas fossem inferiores deve acarretar punição para os três, e nesse sentido, acreditamos que essas pessoas deveriam ser afastadas de imediato do Ru por não respeitarem as funcionárias”, diz trecho da carta.

Outro trecho do documento aponta que: “Presenciamos situações ao qual esses três estudantes constantemente dizem que elas estão ali para servir, que aquela comida não sai do bolso delas e que elas não têm capacidade intelectual de estar em alguns cargos dentro da administração”.

A Ufba informou, por meio de nota, que a Reitoria determinou à Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAE) que prossiga na apuração em andamento dos fatos relatados, “visando a providências urgentes para a aplicação das medidas cabíveis, nos termos da legislação vigente”.

A instituição ainda destaca que todas as atitudes praticadas pelos estudantes são “inadmissíveis no espaço público e intoleráveis na UFBA” e diz que “relatos de agressões de cunho racista a estudantes também serão apurados e tais ocorrências combatidas com semelhante rigor”.

A Ufba ainda divulgou que a PROAE já vinha acompanhando um dos casos relatados em São Lázaro e, junto com a Ouvidoria, a Coordenação de Segurança (Coseg) e o Núcleo de Segurança Alimentar (Nusa), receberá uma comissão de estudantes para ouvi-los sobre a situação e detalhar as medidas que serão tomadas.

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