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25 de julho será marcado pela Marcha das Mulheres Negras Latino Americanas e Caribenhas

Movimento negro

25 de julho será marcado pela Marcha das Mulheres Negras Latino Americanas e Caribenhas

Em São Paulo mobilização partirá da Praça da República onde acontecerá a concentração às 17h30

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A partir das 17h30 desta segunda-feira, Dia da Mulher Negra Latino-
Americana e Caribenha e de Tereza de Benguela, Marcha realiza ato

com início na Praça da República; protesto vai percorrer ruas do centro
histórico.
Após dois anos de pandemia, nesta segunda-feira, 25 de julho, a Marcha das
Mulheres Negras de São Paulo volta a ocupar as ruas da capital. Às 17h30, as
mulheres dão início à concentração para o ato que acontecerá na Praça da
República, de onde sairão em caminhada pela rua São Luiz até o Theatro
Municipal.
Ao longo da manifestação, mulheres negras vitimadas pela Covid-19 e
integrantes da Marcha que faleceram por outras causas serão homenageadas.
Entre tantas, a poetisa e atriz Tula Pilar, a jornalista Helena Nogueira e a técnica
de enfermagem e parteira Angélica Ferreira Paim (a Preta Jaya). Integrantes do
Ilú Obá de Min, tradicional cortejo feminino para Xangô, participam mais uma
vez da Marcha. A abertura do ato contará com uma performance de Débora
Marçal e o Bando Macuas.
A Marcha volta a ocupar os espaços públicos com o lema: “Nem fome, nem tiro,
nem cadeia, nem Covid: Parem de nos matar! Mulheres negras nas ruas e nas
urnas para derrotar o fascismo, o racismo, a LGBTfobia e o genocídio! Por
comida, emprego, educação, saúde e demarcação das terras quilombolas e
indígenas! Por nós, por todas nós, pelo Bem Viver!”
Articulação suprapartidária, supra-religiosa, autônoma e independente de
governos, a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo propõe um retorno à
unicidade da luta das mulheres negras, cis e transgêneras, contra as opressões
racistas, machistas e decorrentes da estrutura social capitalista, articulando as
perspectivas de gênero, raça e classe. Seguimos também em solidariedade às
mulheres indígenas e quilombolas que lutam cotidianamente pela demarcação e titulação de seus territórios, e às migrantes, imigrantes e refugiadas.

25 de Julho também é Dia de Tereza de Benguela

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído a partir do 1°
Encontro Latino-Americano e Caribenho de Mulheres Negras, ocorrido na
República Dominicana, em 1992. A data visibiliza a diversidade e unidade das
mulheres afrodescendentes em diáspora no continente.
No Brasil, a partir de 2014, o 25 de julho passou a ser reconhecido por lei como
Dia Nacional de Tereza de Benguela. Tereza liderou o Quilombo do Quariterê, no
atual estado do Mato Grosso, entre 1750 e 1770, enfrentando diversos ataques e
organizando um dos primeiros embriões de parlamento e estrutura social
republicana no território nacional.

Programação da Marcha em São Paulo

17h30 - Concentração na Praça da República
18h00 - Ato político-cultural
19h00 - Início da marcha, que vai percorrer as ruas São Luiz, da Consolação (no
trecho da Praça/Biblioteca Mário de Andrade) e Coronel Xavier de Toledo, até
as escadarias do Theatro Municipal

 

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Claudia Alexandre/press-release
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Divulgação
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