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Segunda, 29 de novembro de 2021
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Religião

"Espiritualidade Umbanda não tem data ou marco de origem" afirma sacerdote Alexandre Cumino

Especialistas religiosos recebem título "Cidadão Gonçalense"no lançamento do site MuseUmbanda no Rio de Janeiro

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Mesa Meuumbanda
Sacerdote Alexandre Cumino na mesa de encerramento
 
Por Alexandre Cumino
 
Minha gratidão ao irmão Fernando Torres, Pai Fernando de Oxum, pelo convite para dar uma palavra sobre as origens plurais da Umbanda.
 
Encontrar o Professor José Beniste é sempre uma alegria marcada com a expectativa de ouvir histórias de vida de quem conviveu com Tata Tancredo, Zelio de Moraes, Benjamin Figueiredo, entrevistou Joãozinho da Golméia, Edson Carneiro e foi amigo de João de Feitas, este autor do livro “Umbanda” em 1938.
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Marcelo Fritz falou da importância de haver um projeto como MuseUmbanda, lembrou também do registo feito com Mãe Zilmeia na UFRJ e a importância de guarda de nossas memórias.
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Tive a oportunidade de falar um pouco sobre as origens diversas da Umbanda, como sua matriz africana de origem Bantu Angola-Congo-Cabinda tornada Macumba, que é berço da vertente mais africana conhecida como Umbanda Omoloco e popularizada pela vida e obra de Tata Tancredo a partir da década de 1950. Pontuando a importância do MuseUmbanda para trazer outras narrativas de Umbanda que coexistem de fato, as quais somos fruto plural.
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A fala, o encanto e presença mais forte ficou por conta da querida Jornalista, mulher preta do Samba, Mestre e Doutora em Ciências da Religião, Claudia Alexandre.
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Dra. Claudia Alexandre pontua as questões de racismo dentro e fora da Umbanda e na história da Umbanda. Marca sua fala com a presença de única mulher preta a ter lugar de fala neste espaço. E nos oferece a oportunidade de despertar consciências para a importância das muitas histórias de vida inviabilizadas como da Dona Eva, mulher preta benzedeira, que incorpora o pretovelho Tio Antônio, benze Zélio de Moraes e lhe diz, incorporada, que ele teria uma missão. É após este fato que Zelio iria para a Federação de Niterói com sua família, onde se manifesta o Caboclo das Sete Encruzilhadas e, no dia seguinte, Pai Antônio.
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A história de Dona Eva era contada por Zélia e Zilmeia, filhas de Zelio de Moraes, que já entendiam como Umbanda o que estava ali.
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Estes saberes pontuam a ancestralidade da espiritualidade Umbanda que não tem data ou marco de origem. São Gonçalo marca o período de legalização da Religião Umbanda perante o Estado, que deve ler lembrado e marcado como um dos relatos de origem, mas que não é uma história única de origem da Umbanda.
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As discussões em torno do “Mito de Origem da Umbanda” estão no fato de crer em uma única história de origem e negar por exemplo a ancestralidade milenar negra que da origem as Umbandas Negras como Umbanda Omoloco, Umbanda Angola, Umbanda Trançada, Umbanda Almas e Angola. Assim como as Umbandas Ameríndias, Umbanda de Caboclo ou Umbanda de Jurema.

Fonte/Créditos: Redação/ Artigo Alexandre Cumino

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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