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Segunda, 29 de novembro de 2021
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Política

Fernando Holiday diz ter sido chamado de 'pretinho de merda'

Câmara vai pedir perícia em vídeos para verificar se houve injúria.

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O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (DEM), anunciou nesta sexta-feira (15) que pediu a abertura de sindicância para investigar ofensas contra o vereador Fernando Holiday (Novo), durante a votação da Reforma da Previdência municipal em 1º turno. Uma perícia será realizada para apurar se houve injúria racial.

Holiday diz ter sido xingado de "pretinho de merda" por um servidor municipal da Educação Infantil, que presta serviços ao gabinete do vereador Toninho Vespoli (PSOL).

O assessor acompanhava as discussões da reforma da galeria da Câmara, na quarta-feira (13), enquanto o vereador defendia a proposta do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Para ilustrar, Holiday apresentou um vídeo em que o funcionário da Câmara identificado abaixa a máscara e grita (veja abaixo).

Vespoli apresentou um outro vídeo sem legendas ao presidente da Câmara Milton Leite (DEM). Ele argumenta que a palavra teria sido “cretino” e não “pretinho”.

Procurado pelo g1, o vereador do PSOL afirmou que “repudia qualquer insinuação racista por parte de quem quer que seja”, mas afirmou que Fernando Holiday tenta fazer “lacração na internet com o caso”.

Segundo Vespoli, o assessor foi afastado do cargo até a apuração final do episódio.

“O PSOL e o meu mandato não admitem nenhuma insinuação racial de quem quer que seja. Nesse caso, o Holiday está tentando fazer espetáculo e lacração na internet. É o estilo do mandato dele e do MBL. Nós do PSOL temos total interesse na apuração do caso de forma imparcial. Afastamos o nosso assessor até o fim da apuração. Ele tem uma militância rastafari, com ligações no movimento negro, e tenho certeza que vai ficar provado que não houve injúria racial. Testemunhas que estavam na galeria dizem que ele não usou os termos dito pelo vereador”, afirmou Toninho Vespoli.

Apuração e perícia
Por causa das duas versões, Milton Leite afirmou que a sindicância vai pedir perícia dos vídeos do caso para esclarecer o termo usado. O processo será instaurado pela Secretaria Geral Administrativa da Câmara e terá trinta dias de prazo legal para concluir os trabalhos.

"As exatas palavras da ofensa não mudam que a fala é uma clara agressão ao vereador Holiday, feita por um funcionário que ganha dinheiro público para trabalhar pelo povo. Se houve ofensa racial é pior ainda. Não admitiremos nada disso aqui nesta Casa", declarou o presidente Milton Leite.

O vereador Fernando Holiday disse nesta sexta (15) que, além das providências da Câmara, vai abrir um boletim de ocorrência na Polícia Civil para apurar um suposto crime de injúria ou racista.

Ele também afirmou que vai abrir uma representação contra Toninho Vespoli na Corregedoria do legislativo, pedindo “a cassação ou alguma outra punição” contra o vereador do PSOL.

“A perícia nos vídeos vai esclarecer se houve a ofensa racista. Não havendo, mesmo assim, mesmo assim ele me ofendeu. Um funcionário estava recebendo salário para ofender vereadores da galeria. Aí está, então, uma má utilização do dinheiro público. Houve uma ofensa e o funcionário não recebe salário nessa casa para isso”, disse Fernando Holiday.

“A Corregedoria prevê advertência, suspensão ou cassação. Vou sugerir nessa minha denúncia que seja aplicada a pena máxima, que é a cassação [do vereador], ou, no mínimo, a suspensão [do mandato] por alguns meses”, completou o vereador do Novo.

"Cortina de fumaça”
Segundo o vereador Toninho Vespoli, a abertura de ação na Corregedoria é uma “cortina de fumaça” para desviar o foco da Reforma da Previdência na Câmara.

“O PSOL é o partido que mais tem obstruído as discussões sobre esse SampaPrev 2 na Câmara. Não tenho dúvidas que trata-se de uma retaliação contra a nossa ação na casa, por parte de três ou quatro vereadores que defendem a reforma do Ricardo Nunes. Nem o vereador Fernando Holiday sabe dizer que tipo de crime que eu cometi. É uma cortina de fumaça para desviar o foto de uma reforma tão grave que estão querendo passar nessa Casa”, avaliou.

A Bancada do PSOL também divulgou nota coletiva dos parlamentares reafirmando o afastamento do assessor e pedindo investigação sem precipitação.

“No dia seguinte aos fatos, em um julgamento precipitado, o presidente Milton Leite e o vereador Fernando Holiday do plenário da Câmara Municipal ordenaram a prisão de uma pessoa que estava na galeria, acusando-a de ser a mesma da sessão anterior. A prisão só não foi efetuada porque se comprovou que a pessoa cuja prisão foi ordenada sequer estava na galeria no dia dos fatos. O fato demonstra a gravidade de qualquer julgamento precipitado e a necessidade de uma apuração que conte com análise técnica (perícia do vídeo e áudio) para avaliação do ocorrido”, disse a nota (veja íntegra abaixo).

 

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): O vereador Fernando Holiday (Novo) na tribuna da Câmara Municipal de São Paulo. — Foto: Andre Bueno/CMSP

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