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A ex-ministra da Justiça Joana Rosa apresentou formalmente a sua candidatura às presidenciais de Cabo Verde, tornando-se a primeira mulher a disputar o Palácio de Plateau nas eleições marcadas para 15 de novembro. A candidata promete pautar a sua actuação pelo diálogo, proximidade com a população e defesa do Estado de Direito.

Aos 61 anos, a ex-governante conta com o apoio oficial do Movimento para a Democracia (MpD). Joana Rosa deixou o cargo executivo após o partido ter passado à oposição nas legislativas e acumula duas décadas de experiência como deputada na Assembleia Nacional, além de ter liderado a Assembleia Municipal do Maio.

Desafios e apoio institucional

Durante o evento de apresentação, Joana Rosa enfatizou que ser a pioneira feminina no pleito é uma conquista relevante, mas ressaltou que a sua campanha se baseia na capacidade de liderança. Ela defendeu o papel da Presidência como uma ponte estabilizadora entre as instituições democráticas do país.

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“Dentro daquilo que são os poderes presidenciais, de influenciação, de fazer pontes e garantir a estabilidade, a Presidente estará na linha de frente”, declarou a candidata ao destacar a necessidade de preservar e elevar os ganhos democráticos cabo-verdianos.

Cenário eleitoral e calendário

O pleito contará também com a recandidatura do actual chefe de Estado, José Maria Neves, apoiado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV). A disputa inclui ainda outros quatro concorrentes: Antero Tavares, Casimiro Pina, Gilson Alves e Loisito Tavares.

A campanha eleitoral oficial decorre entre 29 de outubro e 13 de novembro. Caso nenhum dos postulantes obtenha a maioria absoluta dos votos na primeira volta, a votação decisiva será realizada no dia 29 de novembro.

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FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade