Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Nesta sexta-feira, em Bissau, a sociedade civil organizada exigiu o retorno do ex-presidente Umaro Sissoco Embaló à Guiné-Bissau para responder judicialmente por crimes de violação dos direitos humanos cometidos durante sua gestão, após o comando militar desarmar suas milícias aliadas.
A Frente Popular e o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil emitiram um comunicado conjunto. No documento, as entidades apoiam a recente intervenção do Alto Comando Militar, que neutralizou as estruturas armadas ligadas ao ex-mandatário guineense.
Acusações de graves violações
Em entrevista à RFI, o coordenador da Frente Popular, Armando Lona, detalhou que o antigo regime esteve associado a práticas sistemáticas de violência. Segundo o ativista, o período de governo foi marcado por episódios graves de raptos, espancamentos, torturas e assassinatos políticos.
Entre os casos citados que continuam impunes estão as mortes do ativista Vigário Luís Balanta e de Mamadu Tanu Bari, ex-membro da guarda presidencial. A sociedade civil cobra investigações independentes para responsabilizar os autores intelectuais e materiais desses crimes.
O papel das Forças Armadas
Para Armando Lona, o exército nacional deve focar exclusivamente na segurança do território e na proteção dos cidadãos. Ele criticou o antigo alinhamento entre as chefias militares e a presidência, classificando-o como um conluio que feriu a soberania popular.
A expectativa dos movimentos sociais é de que as Forças Armadas rompam definitivamente com o passado de abusos. A reestruturação militar é vista como um passo essencial para restabelecer a ordem democrática e a confiança da população nas instituições do país.
Nossas notícias
no celular
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se