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Às vésperas do segundo turno das eleições, aliados do Partido Liberal (PL) intensificaram o uso de intolerância religiosa nas redes sociais para engajar eleitores. A tática de desinformação manipula rituais de matriz africana e indígena, visando alimentar um pânico moral sobre uma suposta batalha espiritual em apoio a Flávio Bolsonaro.

Segundo relatórios do Instituto Democracia em Xeque e da Casa Galileia, parlamentares, pastores e influenciadores digitais como Bella Falconi e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) propagaram gravações descontextualizadas. O objetivo é associar manifestações culturais legítimas a falsas ameaças de violência contra lideranças políticas.

A agência de checagem Coletivo Bereia desmentiu as alegações, confirmando que não existem evidências de rituais voltados a causar danos físicos. A pesquisadora Carolina Rocha, do Instituto de Estudos da Religião (ISER), explicou que termos de tradições como a Jurema buscam a autoproteção contra forças nocivas, e não a agressão.

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Disputa acirrada e impacto social

Essa articulação ocorre em um cenário acirrado para a votação marcada para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro registrou 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 45,16%. Analistas alertam que o racismo religioso como ferramenta eleitoral aumenta expressivamente o risco de violência contra minorias no Brasil.

Em resumo

  • Aliados de Flávio Bolsonaro utilizam vídeos descontextualizados de rituais afro-brasileiros para criar pânico moral.
  • Especialistas e agências de checagem confirmam que as práticas religiosas citadas são de proteção e não possuem caráter violento.
  • A estratégia busca consolidar o voto religioso através do medo, aumentando a tensão social na reta final da disputa presidencial.

Foto: Flávio Bolsonaro / Crédito: REUTERS/Brian Snyder. Fonte: Brasil 247.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade