Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Organizações da sociedade civil intensificaram as cobranças sobre o Banco Mundial durante sua reunião anual em Bangcoc, exigindo a suspensão imediata de investimentos em projetos de energia hidrelétricas consideradas de alto risco. O movimento ocorre após desastres ambientais severos, como a pior enchente da história do Nepal, que evidenciaram falhas sistêmicas na avaliação de perigos em vales vulneráveis e regiões montanhosas.
Por Lúcio Flávio Pinto, da Amazônia Real.
Um deslizamento extremo na fronteira entre o Nepal e o Tibete gerou inundações devastadoras nos rios Bhotekoshi e Trishuli. A tragédia resultou em milhares de mortes e desaparecidos, incluindo trabalhadores do projeto Upper Trishuli-1, apoiado pela IFC e pela MIGA, braços financeiros do Grupo Banco Mundial.
Para os 122 signatários de 38 países que assinam a carta aberta, o apoio contínuo a essas barragens ignora a realidade das mudanças climáticas. O fenômeno El Niño, por exemplo, tem agravado secas severas e reduzido o volume dos rios, comprometendo a geração de energia e ameaçando a biodiversidade e as comunidades locais.
A situação também acende alertas para outras regiões do planeta, como a Amazônia. Embora conte com uma topografia de planície e abrigue algumas das maiores usinas do mundo, o modelo atual de exploração energética na bacia hidrográfica já demonstra sinais de esgotamento diante de crises hídricas recorrentes.
As entidades cobram que a instituição abandone a narrativa de que grandes centrais são soluções puramente limpas. Entre as demandas estão a moratória para novos projetos em áreas vulneráveis, avaliações independentes rigorosas e o apoio à diversificação das matrizes energéticas dos países afetados.
Nossas notícias
no celular
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se