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A forte bancada eleita pelo PL em 2026 coloca o caso Master no centro de articulações que podem forçar um acordo político com o Supremo Tribunal Federal, gerando pressões inéditas sobre a Corte.
Por Diogo Comitre, em Outras Palavras
As eleições de outubro consolidaram o Partido Liberal como a maior força do Congresso Nacional. Com uma bancada expressiva no Senado, a legenda alinhada à extrema-direita adquiriu amplo poder para pautar o impeachment de ministros.
Diante de indícios que envolvem nomes da Corte no escândalo do Banco Master, a ameaça de afastamentos seletivos transformou o Senado em um ambiente hostil. Magistrados agora convivem com o risco de perderem seus cargos.
Especialistas apontam paralelos com 2016, quando articulações no Legislativo buscaram frear investigações da Lava Jato. O fantasma de um novo pacto institucional ronda Brasília.
Figuras como Michel Temer voltam a circular como potenciais interlocutores para apaziguar conflitos entre o clã Bolsonaro e o Judiciário, visando barrar punições aos aliados investigados.
Por fim, o controle do Executivo surge como peça vital nesse tabuleiro. Apenas uma resistência institucional firme poderá impedir o avanço de tentativas de abafar escândalos históricos.
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