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A Crise na RENAMO atingiu um novo ápice com a expulsão do ex-porta-voz António Muchanga, aprovada pelo Conselho Nacional em Moçambique após o fraco desempenho nas eleições de 2024, quando o partido obteve apenas 6% dos votos.
O presidente da agremiação, Ossufo Momade, classificou a destituição do quadro histórico como uma medida “difícil e dolorosa”. Segundo o dirigente, o processo seguiu rigorosamente os estatutos internos para encerrar o atrito na cúpula.
Pressão por renovação e adiamento do congresso
A expulsão ocorre em meio à crescente pressão de setores críticos e ex-guerrilheiros, que exigem a convocação imediata de um congresso extraordinário para renovar a liderança da principal força tradicional oposicionista.
Apesar de confirmar que não buscará a reeleição, Momade adiou a assembleia para o segundo semestre de 2027. O descontentamento popular e a ascensão do partido PODEMOS aprofundam a divisão entre a direção e as bases da legenda.
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