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Na última segunda-feira (19), a assinatura de convênios do Edital Rio Doce Participativo e Comunitário contemplou 20 projetos do MST em áreas de Reforma Agrária em Minas Gerais, buscando promover autonomia e segurança alimentar para populações atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Ao todo, a iniciativa selecionou 1.464 propostas comunitárias e prevê destinar R$ 433,8 milhões para 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. O programa possui potencial para beneficiar mais de 1,3 milhão de pessoas atingidas pelo desastre socioambiental.

A aprovação das propostas vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra resultou da atuação coletiva e do suporte técnico oferecido pela equipe do Programa Popular de Agroecologia, em parceria com a FEST, a ANATER e a Coopertrac.

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Reparação e mobilização das comunidades

A solenidade de assinatura ocorreu no Colégio Escolápio Ibituruna e reuniu lideranças comunitárias e autoridades do governo federal. As informações foram prestadas originalmente pela Página do MST.

Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, ressaltou que a reparação só foi possível graças à contínua organização das famílias atingidas ao longo dos anos.

Já a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que o acordo busca restabelecer as condições de vida locais e promover o avanço produtivo da Bacia do Rio Doce para as próximas gerações.

Para Edilene Cenourinha, integrante do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce (CFPS Rio Doce), o edital representa uma conquista marcante da mobilização da sociedade civil no combate à impunidade.

Ações e investimentos na agricultura familiar

Além da seleção de projetos, o evento marcou o anúncio de novas ações governamentais, como o edital Quintais Produtivos das Mulheres Rurais, voltado ao cultivo de alimentos e geração de renda no campo.

Outro aporte confirmado foi a liberação de R$ 180 milhões para cooperativas e associações regionais, com foco em assistência técnica, infraestrutura e comercialização de produtos.

Por fim, o Programa de Transferência de Renda (PTR) já repassou R$ 580 milhões aos agricultores familiares atingidos, reforçando a recuperação econômica e a produção sustentável na região.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade