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A busca pela autonomia dos jovens ganha destaque em períodos eleitorais, momento em que a política se conecta diretamente às escolas, oportunidades de trabalho e construção de futuros. A narrativa neoliberal frequentemente associa a prosperidade ao esforço individual, mas especialistas alertam que a verdadeira liberdade depende de bases sociais sólidas e apoio estrutural adequado.

Por Roberto Rafael Dias da Silva, em Outras Palavras

Participar das primeiras eleições nacionais revela como a política impacta o cotidiano estudantil. Espera-se que as novas gerações sejam autônomas e criativas, mas quais condições reais são oferecidas para isso?

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Completando uma década desde a introdução das discussões sobre o Novo Ensino Médio em 2016, promessas de protagonismo juvenil muitas vezes transferiram a responsabilidade do sucesso para os próprios alunos, gerando desigualdades.

A aprovação da Lei nº 14.945 em 2024 buscou reorganizar o ensino médio. O foco passou a ser a formação humana integral, garantindo acesso a repertórios culturais e científicos sólidos para todos os estudantes.

Projetos de apoio financeiro, como o programa Pé-de-Meia, demonstram que a permanência escolar precisa de suporte econômico. A proteção social é indispensável para assegurar a continuidade dos estudos sem depender exclusivamente da renda familiar.

O acesso ao ensino superior via ProUni e a expansão da educação profissional e tecnológica ampliam horizontes. Contudo, o empreendedorismo e as escolhas de carreira exigem garantias trabalhistas e redes de proteção seguras.

A verdadeira autonomia surge quando há igualdade de oportunidades. A participação política consciente permite avaliar propostas educacionais e fortalecer o compromisso coletivo com o futuro da juventude.

*Professor da Escola de Humanidades da Unisinos.

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