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A extrema-direita enxerga os povos indígenas como um obstáculo comercial e planeja anular seus direitos para beneficiar a mineração e o agronegócio.

O alerta foi emitido por Luis Ventura Fernández, secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade ligada à Igreja Católica.

Em entrevista concedida ao portal Repórter Brasil, o antropólogo destacou que uma eventual vitória política de Flávio Bolsonaro (PL) poderia acelerar medidas prejudiciais às comunidades nativas.

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Segundo o representante da instituição, a perspectiva adotada por esse grupo político caminha em direção ao desaparecimento físico e cultural das etnias tradicionais.

O receio das lideranças aumentou após o pleito de outubro, que fortaleceu partidos conservadores no Congresso Nacional.

O Cimi mapeou dezenas de propostas legislativas contrárias aos territórios tradicionais em tramitação recente no parlamento.

Entre as iniciativas que geram maior preocupação está a PEC 48, que busca consolidar o marco temporal para a demarcação de terras.

Ainda assim, as críticas do dirigente não se limitam à oposição, alcançando também a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Embora reconheça avanços institucionais, como a criação do Ministério dos Povos Indígenas, Ventura avalia que o ritmo das demarcações continua insatisfatório.

O relatório mais recente da entidade apontou centenas de assassinatos de nativos, evidenciando falhas na prevenção da violência rural.

Para o especialista, a preservação ambiental mantida por esses grupos é indispensável para a estabilidade climática e urbana em todo o país.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade