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Nove anos após o assassinato de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, familiares continuam cobrando respostas sobre o crime na comunidade Pitanga de Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. O inquérito policial foi solicitado para arquivamento pelo Ministério Público da Bahia no início do ano por falta de provas, gerando revolta nos parentes.
A decisão gerou forte mobilização da família, que alega haver indícios materiais consistentes não aprofundados devidamente. Jurandy Pacífico, irmão da vítima, aponta que suspeitos chegaram a ser detidos com pertences de Binho, mas acabaram soltos posteriormente pela Justiça.
O caso ganhou novos contornos diante da lentidão e do impasse entre os órgãos competentes. Enquanto a defesa avalia solicitar a federalização do processo, parentes reforçam que a impunidade alimenta o clima de insegurança na região.
Histórico de conflitos por terra
Assassinado aos 36 anos em setembro de 2017, Binho era uma voz ativa na defesa dos direitos territoriais da população quilombola. Sua execução ocorreu em meio a intensas disputas envolvendo a regularização de terras e a implantação de empreendimentos na localidade do Vale do Itamboatá.
A proximidade entre o ativismo da liderança e os conflitos ambientais na região levou movimentos sociais a cobrarem rigor nas apurações. No entanto, as autoridades ainda não conseguiram estabelecer com precisão a motivação exata e os mandantes do homicídio.
A comunidade local segue reivindicando justiça para que o assassinato não caia no esquecimento. A cobrança por respostas efetivas do Estado permanece como principal bandeira dos familiares na luta por direitos humanos.
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