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A defesa dos direitos humanos na Guiné-Bissau ganhou novo fôlego após o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, anunciar o término da política de medo no país, declaração que foi bem recebida por entidades civis, mas acompanhada de exigências por medidas práticas.

Para a Liga Guineense dos Direitos Humanos, o pronunciamento governamental precisa ser seguido de ações institucionais firmes. O presidente da organização, Bubacar Turé, enfatizou que a transformação real depende diretamente da libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos detidos pelo regime anterior.

Cobrança por mudanças estruturais

Turé ressaltou que uma ruptura verdadeira com práticas ilegais exige o respeito escrupuloso às leis e às liberdades civis. Segundo o ativista, abandonar os antigos métodos coercitivos é o único caminho para restabelecer a plena credibilidade do Estado perante a população.

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As falas do premiê coincidem com um momento de reestruturação profunda em postos-chave da administração pública. Alterações recentes atingiram órgãos estratégicos, incluindo o Serviço de Informação e Segurança (SIS), a Procuradoria-Geral da República, o Tribunal de Contas e a Brigada Anticorrupção e Fraudes (BAF).

Discurso em Catió e apelo à liberdade de expressão

O pronunciamento de Ilídio Vieira Té ocorreu na cidade de Catió, no sul do território nacional, durante a inauguração da rede elétrica local. Na ocasião, o governante declarou aberta uma nova etapa e assegurou que as intimidações e exibições autoritárias de força não terão espaço no novo cenário.

Vieira Té frisou ainda a garantia da liberdade de manifestação pública no país. Ao defender que críticas construtivas devem ser acolhidas com naturalidade democrática, o premiê afirmou enfaticamente: “Quem não quer críticas, que fique na sua casa”.

Acompanhe a cobertura completa e a reportagem especial produzida pela RFI para mais detalhes sobre os desdobramentos políticos guineenses.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade