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A cantora Ge Nunes divulgou oficialmente o seu novo disco, intitulado BoomBox, marcando uma fase de forte reinvenção em sua carreira. O projeto musical revisita elementos fundamentais de sua formação, como a cultura Hip Hop, o streetwear e a estética pop que definiram os anos 2000, transformando essas referências em uma linguagem própria e contemporânea. O álbum completo já está disponível para audição nas plataformas digitais por meio do Spotify, enquanto imagens de divulgação foram disponibilizadas para acesso público através do Google Drive.
Metáfora afetiva e referências musicais
O próprio título do álbum traduz a essência do conceito artístico. A boombox faz parte da memória afetiva da cantora, representando um dos seus primeiros elos com o Hip Hop e o imaginário de representatividade presente nos videoclipes daquela década. No disco, o objeto deixa de ser apenas uma referência visual e assume o papel de metáfora, funcionando como uma caixa que reúne diferentes vozes, experiências e versões da artista.
Ge Nunes aponta que sua trajetória foi fortemente moldada por grandes nomes da música internacional. Entre suas principais inspirações estão:
- Beyoncé e Rihanna, que marcaram gerações com sua versatilidade pop;
- Aaliyah e Ciara, referências essenciais na sonoridade e atitude;
- Victoria Monét, apontada como uma influência importante em sua fase atual.
Construção de personas e estrutura do disco
A multiplicidade criativa de Ge Nunes se manifesta na construção de três personas distintas que atravessam as faixas do álbum. Cada uma representa uma faceta complementar da mesma mulher:
- Liza: traduz a sensualidade, a ostentação e o lado pop;
- Naomi: conecta-se diretamente ao streetwear, à atitude e às vivências de luta;
- Ge: reúne todas essas características, representando a artista em sua totalidade.
A abertura do álbum apresenta Naomi na faixa homônima, em parceria com Kaio Viana. Em seguida, faixas como Pop, Onde e Gostosa ampliam o discurso de empoderamento, autoafirmação e ocupação de espaço. O encerramento do disco ocorre com a faixa Sober, cantada inteiramente em inglês, demonstrando a versatilidade da artista ao explorar novos idiomas sem perder sua identidade original.
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