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A liberdade religiosa não é violada quando instituições e templos são alvos de estudos acadêmicos e levantamentos públicos. Críticas recentes direcionadas à pesquisa da More in Common Brasil e do Grupo Passagens, da UFRJ, sobre discursos eleitorais em missas e cultos, ignoram a natureza legítima desse tipo de análise.

Como cristão, pastor e magistrado, William Douglas destacou que os pesquisadores examinaram apenas celebrações públicas disponibilizadas pelas próprias igrejas no YouTube. Nao houve invasão de espaços sagrados ou qualquer tipo de interferência na prática da fé.

O levantamento abrangeu 7.456 cultos e missas. Desse total, manifestações consideradas propaganda eleitoral apareceram em apenas 3% dos registros analisados pelos especialistas.

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Em contrapartida, discursos cívicos focados no voto consciente e no combate à polarização foram cinco vezes mais recorrentes. Esses dados ajudam a desconstruir a narrativa de que templos funcionam como currais eleitorais.

Apesar de debates sobre a metodologia, o autor sugere que investigações semelhantes ocorram em universidades, sindicatos e órgãos estatais. O cumprimento da lei eleitoral é uma obrigação universal.

Dessa forma, é fundamental separar o monitoramento legal e acadêmico de atos de censura. Defender as igrejas caminha lado a lado com a proteção da liberdade acadêmica e a fiscalização justa das normas vigentes.

William Douglas atua como professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito.