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A liberdade religiosa tornou-se alvo de debate após grupos de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a organização More in Common monitorarem cultos e missas no Brasil. O levantamento ocorreu nas semanas anteriores ao primeiro turno.
O objetivo principal da iniciativa consistia em vasculhar milhares de horas de áudio transmitidas no YouTube. Desse modo, a intenção era identificar possíveis crimes eleitorais e menções políticas vindas diretamente dos púlpitos.
Contudo, a medida levanta um questionamento fundamental: desde quando entidades externas possuem o direito de fiscalizar discursos religiosos? Para muitos críticos, abordar valores morais e familiares nos templos não configura infração.
Além disso, autoridades e líderes eclesiásticos ponderam que o Estado e terceiros não devem interferir na autonomia dos cultos. A vigilância sobre o que se prega abre um precedente perigoso para a intimidação de comunidades de fé.
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