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No dia 18 de outubro de 2026, o Movimento Capoeiras pela Democracia realizará rodas de capoeira simultâneas em mais de 60 cidades no Brasil e no exterior. Em São Paulo, o ato público está marcado para as 10h, com concentração na Praça Marechal Deodoro, percurso pelo elevado do Minhocão e encerramento no Largo do Arouche, mobilizando praticantes em defesa de conquistas sociais e políticas públicas.

A mobilização nacional e internacional surge como um posicionamento político direto diante do avanço da extrema direita no cenário eleitoral brasileiro. De acordo com os organizadores do coletivo, o crescimento dessas correntes políticas representa um risco iminente de retrocesso nas áreas de cultura, esporte, educação, saúde e direitos humanos, além de intensificar as desigualdades sociais e ameaçar direitos históricos.

Pauta e reivindicações do movimento

Embora manifestem apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, os integrantes ressaltam que o alinhamento ocorre pela escuta ativa das demandas populares e pela construção de políticas consolidadas ao longo de governos progressistas. O grupo destaca medidas direcionadas à valorização do trabalhador, inclusão educacional e fortalecimento cultural.

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Leia Também:

  • Fortalecimento dos Pontos de Cultura e do programa Cultura Viva;
  • Programas de amparo e habitação, como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida;
  • Acesso à saúde e educação, incluindo a Farmácia Popular e o programa Pé de Meia;
  • Inclusão das classes C, D e E nas universidades públicas;
  • Pautas trabalhistas, como o fim da escala 6x1 e a restrição às apostas virtuais (Bets).

A capoeira como ferramenta de resistência histórica

Historicamente reconhecida como elemento central na resistência afro-brasileira, a capoeira é descrita pelos organizadores como uma tecnologia ancestral de libertação. Citando o Mestre Pastinha, que definiu a prática como “mandinga de escravo, em ânsia de liberdade”, os capoeiristas ressaltam o papel da modalidade na dissolução do sistema escravista e na preservação dos quilombos no país.

Diante desse resgate histórico, o coletivo avalia que impedir o avanço de pautas conservadoras e do bolsonarismo constitui um dever ético da atual geração. A convocação dos praticantes busca unir força física, cultura e consciência política nas ruas para assegurar garantias sociais.

A manifestação apoia-se em preceitos de coragem e união para dar visibilidade às lutas cotidianas, citando versos do artista Abebe Bikila Costa (BK) sobre a responsabilidade de buscar a liberdade e a justiça social para que a poesia popular não seja escrita com sangue.

Serviço da manifestação em São Paulo

Para as pessoas interessadas em acompanhar ou participar dos atos na capital paulista, a organização disponibilizou as orientações gerais do evento:

  • Data: 18 de outubro de 2026;
  • Horário: A partir das 10h;
  • Trajeto em São Paulo: Concentração na Praça Marechal Deodoro, caminhada pelo Minhocão (Elevado Presidente João Goulart) e encerramento no Largo do Arouche;
  • Informações e contato: Redes sociais no perfil @capoeirascomlula e contato direto com Leta Monea pelo telefone (11) 94971-4311.
FONTE/CRÉDITOS: @capoeirascomlula