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Movimentos sociais e sindicais da saúde intensificaram a atuação na campanha de segundo turno das eleições para apoiar a reeleição de Lula. O debate sobre a defesa do SUS ganhou centralidade diante do avanço da ultradireita e dos riscos de desmonte das políticas públicas.

Por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Nos dias seguintes ao primeiro turno, diversos grupos profissionais e populares se reuniram para desenhar estratégias. O primeiro grande aprendizado envolve a necessidade de disputar a atenção nas mídias digitais, onde bolhas informacionais moldam a percepção de realidade de grande parte do eleitorado.

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Carlos Fidelis, presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), aponta que o desafio atual passa por enfrentar plataformas que segmentam públicos e geram vieses de confirmação. Segundo ele, o eleitorado conservador foi capturado por narrativas que promovem o desejo de mudança sem bases programáticas sólidas.

A campanha petista precisou se reestruturar para passar ao ataque e evidenciar as diferenças de perfil entre os candidatos. O debate econômico também entra em jogo, especialmente com propostas de austeridade que ameaçam o financiamento da seguridade social.

O que está em jogo para o SUS?

Projeções indicam que eventuais políticas de corte de gastos podem estrangular o orçamento da saúde. Programas essenciais, como o Farmácia Popular, correm o risco de sofrer forte redução de recursos, ampliando as filas de atendimento e a demanda reprimida em todo o país.

Além disso, entidades fundamentais como a Fiocruz e o Conselho Nacional de Saúde podem enfrentar tentativas de enfraquecimento institucional e perda de autonomia no controle social, repetindo estratégias de gestões anteriores.

Para o Cebes, a saúde pública não deve ser tratada apenas como um serviço ao consumidor, mas sim como um direito inerente à cidadania. A defesa de um sistema universal permanece como um vetor de esperança e garantia de dignidade para a população brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade