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A busca pela paridade de gênero nos cargos executivos municipais do Brasil ainda esbarra em barreiras estruturais profundas, segundo um levantamento divulgado pela Oxfam Brasil. Com base em registros do TSE, a análise aponta que o ritmo atual de inclusão exigiria cerca de 173 anos para equilibrar a presença de homens e mulheres nas prefeituras do país.
Nas disputas municipais recentes, as mulheres conquistaram somente 13,2% das prefeituras, apesar de representarem 51,1% da população nacional. O cenário é ainda mais crítico para as mulheres negras. Elas correspondem a 28,1% dos habitantes, mas assumiram apenas 4,4% desses cargos de chefia local.
A pesquisa detalha que a proporção de prefeitas eleitas oscilou modestamente de 11,5% em 2016 para 13,2%. Para Viviana Santiago, diretoria da organização, o direito formal de candidatura não assegura condições igualitárias de disputa e vitória, exigindo maior transparência nos recursos e proteção contra a violência política.
No âmbito legislativo das câmaras de vereadores, houve um progresso tímido. As cadeiras ocupadas por mulheres passaram de 13,5% em 2016 para 18,3%. Contudo, as políticas de cotas e distribuição de verbas partidárias ainda se mostram insuficientes para eliminar as disparidades raciais e de gênero nos espaços de poder.
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