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A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a denúncia de injúria racial ocorrida durante um torneio de handebol no Colégio La Salle, em Canoas. O caso, sob a condução da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), passou a ser investigado após a intervenção da Brigada Militar no evento esportivo da última sexta-feira (16).
O episódio aconteceu durante uma partida interclasses do 3º ano do Ensino Médio. De acordo com relatos, estudantes na arquibancada imitaram e emitiram sons de macacos direcionados a uma aluna negra em quadra. Diante da situação, o jogo foi interrompido e a polícia foi acionada para o registro formal da ocorrência.
Manifestações nas redes e posições oficiais
O advogado Tomás Antônio Gonzaga, que representa a jovem, ressaltou que ações estão sendo tomadas para proteger a adolescente. Nas redes sociais, a turma da estudante publicou uma nota de repúdio contra o racismo, afirmando que a jovem não está sozinha e cobrando medidas rigorosas das autoridades e da direção.
Por outro lado, a turma dos alunos suspeitos divulgou comunicado no Instagram negando a ocorrência da discriminação. No texto, os estudantes contestaram a postura do colégio, alegando que as suspensões aplicadas ocorreram por descumprimento de regras de saída da instituição, e não por condutas preconceituosas.
O delegado Maurício Barison confirmou o início das apurações, mantendo reserva sobre os detalhes iniciais. Já o advogado da instituição, Miguel do Nascimento Costa, afirmou que a escola considera a investigação adequada e colabora com total transparência. Em nota oficial, o Colégio La Salle reitera seu compromisso contra qualquer tipo de discriminação.
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