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As políticas públicas em Angola precisam priorizar urgentemente o combate à pobreza e o apoio à juventude, segundo defendeu o economista Manuel Neto Costa. Ex-ministro da Economia, ele reuniu 52 artigos publicados entre 2021 e 2023 em um novo livro editado em Portugal, no qual aponta falhas estruturais na gestão do país.

Durante entrevista concedida em Lisboa, o especialista detalhou que os problemas abordados continuam atuais. Para ele, o Estado angolano opera sob uma lógica de autocracia eleitoral, onde o marco institucional dita a ineficácia de várias medidas governamentais na prática diária.

Neto Costa destacou que leis orçamentais anuais frequentemente concedem prerrogativas ao executivo para alterar orçamentos sem o escrutínio adequado da Assembleia Nacional. Isso acaba por limitar o desenvolvimento econômico e comprometer serviços básicos essenciais.

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O impacto na educação e na saúde também foi amplamente debatido. O economista alertou que, embora verbas sejam aprovadas para esses setores, a execução real da despesa muitas vezes fica aquém, prejudicando o capital humano do país e elevando índices de exclusão escolar.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade