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Em Maputo, o político e dirigente do principal partido da oposição defendeu a urgência de uma reconciliação na Renamo para superar crises internas e reestruturar a organização antes dos próximos pleitos eleitorais. Segundo Alfredo Magumisse, a reunificação com membros afastados é crucial para que a legenda recupere força política em Moçambique.
O quadro sénior ressaltou que a coesão partidária é indispensável para responder aos desafios das eleições autárquicas de 2028 e das eleições gerais de 2029. De acordo com o líder, um partido dividido e em constante atrito interno carece de capacidade política para disputar o poder de maneira competitiva.
Regresso de antigos quadros e lideranças
Para reorganizar a estrutura, Magumisse defende o regresso de antigas figuras históricas que deixaram a formação política. Além do recente caso de António Muchanga, antigo deputado e porta-voz, o político citou a necessidade de dialogar com Raúl Domingos, ex-chefe das Relações Exteriores e negociador-chefe, entre outros dirigentes.
O dirigente reforçou que o diálogo interno deve ser conduzido com prudência, serenidade e abertura. Para o político, a reintegração dessas lideranças é a chave para pacificar as alas divergentes e restabelecer a estabilidade institucional do movimento.
Expulsão recente gera tensão interna
O debate ocorre logo após a expulsão de António Muchanga, medida oficializada durante a reunião do Conselho Nacional do partido na capital moçambicana. A deliberação gerou fortes debates sobre o rumo da oposição.
O presidente do partido, Ossufo Momade, classificou a decisão como difícil, mas justificou o ato com a necessidade de proteger a organização contra a contestação interna. Momade apelou aos militantes para evitarem campanhas de ódio e priorizarem a estabilidade.
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