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Um torcedor recebeu uma condenação de dois anos e oito meses de reclusão, além do pagamento de dias-multa, por prática de injúria racial contra o atleta Elivan Costa Damascena, conhecido como Dinda. O episódio ocorreu durante uma partida de futebol realizada no município de São Brás, no interior de Alagoas.

Conforme as informações divulgadas pelo Ministério Público de Alagoas, o réu Marcelo Batista da Silva proferiu ofensas chamando o jogador de urubu após um lance na disputa. A Justiça optou por substituir a pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos, obrigando o autor a prestar serviços comunitários.

O incidente aconteceu no dia 10 de maio de 2026, no Campo de Futebol de São Brás. A partida válida pelo Campeonato Alagoano da Série B Sub-23 opunha as equipes do Miguelense e do Sporting.

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De acordo com o relato presente na denúncia formalizada pelo promotor de Justiça Alex Almeida, o torcedor estava posicionado junto à grade de separação quando direcionou os insultos ao atleta, que é negro.

Assim que ouviu as declarações preconceituosas, Dinda paralisou sua atuação em campo e alertou o árbitro da partida. A Polícia Militar foi acionada imediatamente para conter a situação e registrar a ocorrência no estádio.

Outros atletas presentes no gramado corroboraram a versão de agressão verbal racista. Durante a fase de investigação conduzida pela polícia civil, o jogador destacou o impacto emocional da ofensa sofrida após uma década de carreira profissional.

Em sua defesa durante o inquérito, o acusado admitiu o uso do termo ofensivo, mas tentou argumentar que não havia reparado na tonalidade da pele do atleta no momento da fala. Contudo, a promotoria reforçou que a atitude configurou evidente ato discriminatório.

A sentença estipula que a prestação de serviços públicos ocorra pelo mesmo período da condenação imposta, em locais determinados pelo Juízo da Execução penal competente.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade