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A Alma Preta Jornalismo lançou oficialmente a nova edição do seu manual de redação, um guia de estilo inédito que reúne práticas, técnicas e fundamentos éticos para consolidar uma imprensa antirracista e afrocentrada no Brasil. Disponibilizada ao público nas livrarias físicas e digitais a partir de outubro de 2026, a obra chega com o selo da Fósforo Editora e o importante apoio da Fundação Itaú, marcando um momento de expansão e consolidação do jornalismo independente nacional.

Fruto de três anos de intensa pesquisa colaborativa, o livro possui 216 páginas que celebram e documentam 11 anos de atuação da agência. O material resgata a rica tradição da imprensa negra brasileira, cujas raízes históricas remontam a 1833, atualizando esse legado fundamental para os desafios impostos pelas novas dinâmicas do jornalismo digital e multiplataforma.

Inovações e diretrizes para a cobertura midiática

O guia destaca-se por ir além da teoria, oferecendo ferramentas práticas para o dia a dia das redações. Entre os principais diferenciais da publicação estão:

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  • Orientações terminológicas específicas para editorias complexas como direito, economia, segurança pública, saúde, gênero e religiões de matriz africana.
  • Diretrizes rigorosas para a cobertura audiovisual, fotográfica e de design com foco na representatividade e no respeito aos direitos humanos.
  • Uma política pioneira de uso de inteligência artificial na produção de conteúdos jornalísticos, garantindo ética e transparência tecnológica.

Para Pedro Borges, diretor de dados e investigação da organização, a publicação atua como um farol para a comunicação social. Segundo o especialista, o documento comprova que a técnica e a ética caminham lado a lado, sendo impossível informar com precisão sem racializar adequadamente os dados em um país plural como o Brasil.

Reflexão política e técnica sobre a profissão

A nova versão comercial conta com prefácio assinado pela historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto e pela jornalista Flávia Oliveira, além de apresentações do professor Juarez Tadeu de Paula Xavier e dos próprios diretores da agência, Solon Neto e Pedro Borges.

Solon Neto, diretor de audiência e notícias, reforça que a publicação equilibra perfeitamente a teoria política com a vivência prática cotidiana. O lançamento reforça o compromisso histórico da instituição em pautar os direitos humanos como eixo central da atividade informativa no país.