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A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denunciaram casos graves de racismo institucional durante a 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça.

Em pronunciamento oficial, o representante Ricardo Terena relatou falas discriminatórias de uma magistrada do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3). Segundo a denúncia, a juíza afirmou que os povos originários não possuem vínculos trabalhistas e só exercem atividades quando submetidos à escravidão.

Para as entidades, reproduzir tais estereótipos em uma sessão oficial escancara o preconceito enraizado nos órgãos estatais. Isso compromete o acesso à justiça e fere gravemente a dignidade das comunidades tradicionais brasileiras.

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Diante da gravidade do caso, a Apib e o Cimi solicitaram que a relatora especial acompanhe a investigação. Também exigiram que o Estado brasileiro adote medidas concretas de prevenção e combate à discriminação no Poder Judiciário.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade