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A Arquidiocese de Cuiabá manifestou forte repúdio contra um suposto ato de intolerância religiosa após uma escultura de Nossa Senhora Aparecida ser encontrada decapitada na noite de sexta-feira (25). O vandalismo ocorreu na histórica Cruz do Chilão, localizada no bairro Santa Helena, na capital mato-grossense, gerando indignação entre fiéis.

A Cruz do Chilão representa um importante símbolo da fé popular na região, integrando tradições do catolicismo e de religiões de matriz africana. Segundo a liderança católica local, o monumento faz parte do patrimônio histórico, cultural e espiritual da cidade.

Em posicionamento oficial, a entidade religiosa relembrou que a Constituição Federal assegura a liberdade de crença e o livre culto. A instituição enfatizou que atos violentos motivados por preconceito de fé constituem crimes e exigem rigorosa investigação policial.

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“Repudiamos toda forma de intolerância religiosa, vandalismo e violência contra símbolos de fé”, declarou a arquidiocese em nota, cobrando a identificação e punição dos responsáveis pelo dano ao patrimônio sagrado.

Até o momento, a Polícia Civil de Mato Grosso informou que não havia registrado nenhuma ocorrência formal sobre o incidente. Não há pistas sobre a autoria, a data exata do vandalismo ou as motivações do crime.

Histórico de tensões e uso político de símbolos religiosos

O caso ocorre em um cenário de frequentes disputas envolvendo símbolos católicos. Recentemente, debates eleitorais resgataram antigas propostas legislativas de 2007, de autoria do ex-deputado Victório Galli, que visavam alterar o título oficial de Nossa Senhora Aparecida como padroeira nacional.

Durante a última campanha, o senador Flávio Bolsonaro negou boatos de que pretendia retirar a titulação da santa. A polêmica gerou acusações contra membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que desmentiram qualquer envolvimento na propagação de notícias falsas.

Casos recorrentes de vandalismo no estado

Este não é um caso isolado em Mato Grosso. Em março deste ano, um homem foi detido em Jauru após destruir uma imagem da mesma santa com um machado dentro de uma capela local. O suspeito alegou motivações espirituais e foi liberado após assinar um termo circunstanciado.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade