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O Instituto Cultne foi escolhido para gerir o Conservatório da Música Preta Brasileira, uma das iniciativas do Distrito Cultural Pequena África, anunciado em 21 de outubro pelo BNDES e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. A ação visa promover a requalificação urbana e resgatar a ancestralidade no centro da capital fluminense.

Com um aporte inicial de R$ 23 milhões, as melhorias abrangem a renovação da Praça dos Estivadores e a criação de equipamentos socioculturais. Além do conservatório, o território receberá a Biblioteca Machado de Assis e a Fábrica, voltada ao fomento do empreendedorismo afrocentrado.

Preservação e identidade musical

O novo conservatório funcionará nas proximidades do Largo da Prainha. A entidade gestora atuará na formação, produção e difusão artística, fortalecendo a região histórica como referência para a música nacional.

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Dom Filó, CEO da Cultne, celebrou a oportunidade e destacou que a gestão ouvirá a comunidade e a classe artística local para direcionar o trabalho. O objetivo é transformar o local em um centro vivo de valorização da produção negra.

Cultura e economia solidária

A região contemplada abrange bairros tradicionais como Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Cidade Nova, Estácio e áreas do Centro. Historicamente marcado pelo trabalho, religiosidade e resistência, o território ganha novos instrumentos de desenvolvimento.

Enquanto a Biblioteca Machado de Assis focará na literatura afro-brasileira e na tradição oral, a Fábrica oferecerá suporte técnico e capacitação para empreendedores locais, impulsionando a economia solidária e sustentável da comunidade.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade