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Em Angola, o governador de Luanda, Luís Nunes, rebateu acusações de favorecimento na adjudicação de contratos públicos à Omatapalo, construtora da qual é acionista. O político defendeu-se alegando que os acordos em vigor foram firmados antes de assumir o cargo na capital.
A justificativa surge em meio a debates sobre transparência e conflito de interesses na administração pública. A Omatapalo permanece como uma das empresas mais beneficiadas por licitações no governo do Presidente João Lourenço.
Tensões em Angola
A capital angolana tem enfrentado disputas intensas e ocupações irregulares de terras, envolvendo camponeses e figuras ligadas ao Estado.
Luís Nunes detalhou recentemente que o cenário se agravou nos municípios de Belas, Camama e Kilamba. A meta oficial é eliminar práticas ilícitas e reaver terrenos distribuídos mediante documentação falsa.
“Os três municípios com mais problemas de terrenos são Kilamba, Belas e Camama. Estamos a acabar com os maus vícios que havia antigamente”, declarou o governante a jornalistas.
O dirigente também respondeu às críticas do economista Carlos Rosado relativas a supostos privilégios comerciais entre a Omatapalo e a administração pública.
“Eu convido o senhor Carlos Rosado a ir ao Governo Provincial ver qual foi o contrato que eu assinei. São contratos que eu já encontrei”, pontuou, rejeitando qualquer conduta antiética.
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