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Em Moçambique, o Ministério das Finanças suspendeu no início de outubro de 2026 a polêmica aquisição de quatro viaturas destinadas ao Conselho Constitucional. A transação, avaliada em cerca de 50 milhões de meticais, foi travada após a identificação de indícios de irregularidades que violam as leis de contratação pública e de gestão do patrimônio do Estado.
O anúncio oficial ocorreu por meio de um comunicado da pasta das Finanças. O órgão determinou que a unidade de supervisão de aquisições assuma o controle técnico do processo para garantir a devida legalidade. A compra sob suspeita envolve quatro veículos de alto padrão, reacendendo debates intensos na sociedade civil sobre a transparência e a prioridade dos gastos públicos no país.
Críticas da sociedade civil
A aquisição gerou forte indignação de órgãos fiscalizadores. Baltazar Fael, pesquisador do Centro de Integridade Pública (CIP), questionou abertamente a destinação dos recursos. Segundo o analista, o montante milionário seria suficiente para construir diversas escolas, postos de saúde ou importar medicamentos essenciais para salvar vidas da população moçambicana.
O caso também já está sob a mira das autoridades judiciais. Açucena da Cruz, porta-voz da Procuradoria da cidade de Maputo, revelou que o Ministério Público iniciou uma análise preliminar sobre as denúncias, embora ainda não tenha emitido um parecer formal a respeito do concurso público sob suspeita.
Veículo de 450 mil euros
Entre os automóveis encomendados pela instituição — que possui a atribuição crucial de fiscalizar a Constituição e validar os resultados eleitorais — destaca-se um modelo de luxo da marca Mercedes-Benz. Apenas este veículo estava orçado em aproximadamente 450 mil euros, gerando grande controvérsia diante do cenário econômico nacional.
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