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Selecionado para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar, o filme Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, aposta em uma narrativa sensível para conquistar a Academia. A produção traz a história de um jovem no sertão do Ceará e chega aos cinemas em novembro de 2026, fortalecendo a presença do cinema brasileiro no cenário internacional.

A trama acompanha Gugu, interpretado por Yuri Gomes, um garoto LGBTQIA+ de 12 anos que vive em uma pequena cidade cearense. Após a perda da mãe, o menino é criado por sua avó Dilma, papel de Teca Pereira. No entanto, a rotina familiar é desestabilizada pelo avanço dos sintomas de Alzheimer na idosa e pela incompreensão do pai.

Na história, o pai de Gugu é vivido por Lázaro Ramos, um homem relutante em aceitar a identidade do filho. Apesar do ambiente adverso e dos conflitos cotidianos, a obra se diferencia ao trocar a crueza violenta por uma abordagem lúdica, repleta de cores vibrantes e momentos de ternura.

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Sensibilidade e abordagem lúdica no sertão

Com roteiro assinado por Camila Agustini e André Araújo, o longa-metragem utiliza metáforas poéticas para retratar a busca por aceitação. A pipa vermelha empinada pelo protagonista simboliza o desejo de liberdade diante das limitações impostas pela doença da avó e pelo preconceito estrutural da sociedade.

Exibido durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o longa-metragem reforça o otimismo e a poesia no audiovisual do país. O lançamento comercial de Feito Pipa nos cinemas de todo o Brasil está agendado para 5 de novembro de 2026.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade