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Antes de ser extinto em 2019, o grupo era formado por representantes de órgãos e instituições envolvidos na conservação do sítio e tinha a responsabilidade de planejar e gerenciar a preservação e valorização do Cais do Valongo.
Durante a visita, a comitiva formada pelas ministras da Igualdade Racial, Anielle Franco, e da Cultura, Margareth Menezes, além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e pela primeira-dama, Janja Lula da Silva, reafirmou o compromisso de construir um museu no local.
Um projeto de revitalização do espaço deve ser divulgado ainda este mês. Um memorial será construído em um antigo armazém, localizado em frente ao patrimônio. “Vamos anunciar, no dia 21 de março, toda a concepção do projeto que vai ser encaminhado. Como todo o processo para revitalizar, fortalecer esse território e construir um espaço novo, cultural estratégico, que seja um centro de resgate e de preservação da memória e da história dos africanos no Brasil”, disse Mercadante.
História do Cais do Valongo
O Cais do Valongo tem uma ligação fortíssima com o período da escravidão no Brasil. Até meados de 1770, os negros escravizados vindos do continente africano desembarcavam na Praia do Peixe (atual Praça XV) e eram negociados na Rua Direita – hoje Rua 1º de Março -, no Centro do Rio. Em 1774, uma nova legislação estabeleceu a transferência desse “mercado” para o Cais do Valongo, por iniciativa do segundo Marquês de Lavradio, Dom Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d’Eça e Melo Silva Mascarenhas, vice-rei do Brasil.
Em 1843, foi feito um aterro de 60 centímetros de espessura sobre o cais do Valongo para a construção de um novo ancoradouro. O motivo foi a chegada da Princesa Teresa Cristina, futura esposa de D. Pedro II. O cais foi rebatizado. Passou a se chamar Cais da Imperatriz.
Após séculos, em 2011, o local foi descoberto durante as obras de revitalização da Zona Portuária. Durante o período escravagista, mais de um milhão de escravos, originários da África, desembarcaram no Brasil pelo antigo cais, tornando-o o maior porto receptor de escravos do mundo, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 2012, a prefeitura do Rio acatou a sugestão das Organizações dos Movimentos Negros e, em julho do mesmo ano, transformou o espaço em monumento preservado e aberto à visitação pública.
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