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Quase um século após as primeiras conquistas de espaço no Legislativo brasileiro, a segurança de mulheres negras eleitas continua sendo um desafio crítico dentro dos partidos políticos, que frequentemente falham em garantir a integridade física e política dessas parlamentares após o sucesso nas urnas.
A história dessa representação remonta a 1934, quando Antonieta de Barros fez história como a primeira deputada negra do país. Décadas depois, pioneiras como Laélia de Alcântara no Senado, e lideranças atuais como Benedita da Silva e Erika Hilton no Congresso Nacional, consolidaram essa trajetória de resistência.
Esse avanço não ocorreu por concessão, mas sim pela pressão constante dos movimentos sociais. A implementação de cotas de gênero e raça, aliada a novas regras de financiamento validadas pela Justiça Eleitoral, forçou as legendas a diversificar suas chapas de candidatos nas últimas eleições.
Contudo, a superação da barreira eleitoral revela um novo gargalo democrático. Especialistas apontam que a violência política de gênero e o isolamento partidário impedem que essas representantes exerçam seus mandatos com plena autonomia, demandando mecanismos urgentes de acolhimento e proteção institucional.
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