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Terça-feira, 25 de Junho de 2024

Cultura Preta

Samba em tempos de pandemia: novo livro traz reflexões sobre a cultura brasileira

SI Comunicação
Por SI Comunicação
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Samba em tempos de pandemia: novo livro traz reflexões sobre a cultura brasileira
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O lançamento do livro “Samba e Pandemia – 2021: O Ano em que o Samba Parou” acontecerá, no dia 13 de maio, às 14 horas, na sede da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP). A obra convida, ao longo das 200 páginas, à reflexão acerca da história do samba de forma inédita, ao mesmo tempo, em que traz o profundo impacto da pandemia do COVID-19 na cadeia produtiva do Carnaval, no universo do Samba e das Escolas de Samba. “Desenvolver o livro foi muito especial, pois através dos depoimentos concedidos, pude reviver cada instante desde a minha infância. Entendi o quanto o nosso povo é poderoso, forte e resiliente, apesar de tão invisibilizado. Foram eles que construíram o maior espetáculo cultural a céu aberto do planeta. Como resistiram a tantas violências por causa da sua pele e ainda assim se propuseram a dar vida a algo tão lindo e poderoso? A resposta, para mim, é ancestral, é a espiritualidade, pois ninguém humanamente conseguiria suportar”, detalha emocionada a autora Sara Negritri, que convida para a obra o sociólogo, sambista e compositor, T. Kaçula.  

No livro, constam desde o samba rural, primeiros cordões, blocos, a profissionalização das escolas de samba com o prefeito Faria Lima e a oficialização, com Erundina, até os dias que antecedem a Pandemia. 

Com o objetivo de pesquisar e sistematizar os impactos da pandemia do Coronavírus na cadeia produtiva do carnaval de São Paulo, o sociólogo, sambista, compositor T. Kaçula fez um recorte em suas pesquisas. “Do meu ponto de vista, esse livro é uma obra sociológica importante para analisarmos as relações do trabalho, a precarização da produção artística nas periferias de São Paulo, na ausência de políticas públicas nas áreas da saúde, trabalho e renda, saneamento, mobilidade e desenvolvimento humano. Além disso, essa obra nos permite compreender o importante papel do samba como um instrumento de sociabilidade e aquilombamento da população preta e pobre das periferias de São Paulo”, ressalta. 

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O prefácio é assinado pelo arte educador, teólogo, advogado, especialista em direito legislativo e doutorando em direito pela Universidad Nacional Mar del Plata da Argentina, Ruy dos Santos Siqueira. O professor já fez algumas resenhas críticas de livros, todavia, nesta obra em especial vê uma singularidade enorme. “Quando li a obra eu vi que só podia ser coisa de cineasta, roteirista, documentarista. Ela consegue ao mesmo tempo, colocar os entrevistados como protagonistas e também ser protagonista. A mão invisível dela, a sutileza da intervenção da autora está de maneira bem poética”. 

Olhares importantes 

A obra conta com mais de 50 entrevistas, entre elas, do presidente da UESP, Alexandre Magno (Nenê), do presidente da Fenasamba, Kaxitu Campos, vice-presidente da UESP, Demis, do Sr. Carlão do Peruche – último cardeal do samba, além dos Integrantes da Embaixada do Samba como seu Fernando Penteado, Paulo Valentim, Mestre Gabi, dona Laurinha, H, Mestre Coca, Nena e outros. Além de depoimentos de integrantes de agremiações carnavalescas filiadas à UESP e também dá LIGA. Também a Rose Lavapés Pirata Negro, Marcelo Cavanha (da CUFA), Jocimar Martins (a voz do Carnaval), Annelise Godoy (da Cultura), Robson (Comandante do Samba) e outros. 

Inclusive, o presidente da UESP, Alexandre Magno (Nenê), que contribuiu para a realização da obra, atuando como uma espécie de produtor cultural, também fez questão de deixar suas impressões sobre esse projeto. “O livro não tem apenas o recorte da questão da saúde mental. Ele também tem o recorte da questão histórica. O leitor terá oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a UESP e as suas relações com os seus artistas. Ele traz à tona as pessoas que, talvez, estariam sendo invisibilizadas e, procuramos trazer muita luz para elas: mostrar que elas existem e são braços fortes para o Carnaval – uma festa que arrecada milhões, gera emprego e renda. Enfim, falar um pouco da história dessas pessoas que fazem uma festa gigantesca e ninguém sabe quem são”, destaca Nenê. 

Outra personalidade, o Sr. Carlão do Peruche – um dos mais importantes sambistas de São Paulo e último cardeal vivo, enfatizou o valor da publicação. “O livro é para a história ficar para as gerações futuras conhecerem...”. 

Sobre a autora 

Mineira, Sara Negritri foi criada na cultura da igreja evangélica desde a infância, sempre teve curiosidade sobre os batuques que tocavam num terreiro ao lado da casa da avó, onde morava com a mãe e a irmã. Ela faz questão de enfatizar essa origem para mostrar a importância do respeito a todos e a todas independente da religião. Também sempre nutriu interesse pela cultura de Congado que passava em sua rua.  Anos depois, se apaixonou pelo gingado do samba e passou a frequentar espaços tradicionais em Belo Horizonte. Já na faculdade de Música, se aventurou como cantora de samba, entre outros ritmos, e se formou como compositora. Resolveu, assim, se aprofundar no projeto acerca das Escolas de Samba. Nessa fase, descobriu que um parente distante, o Mestre Conga, é o fundador de uma das mais tradicionais escolas de samba de Belo Horizonte, a “Inconfidência Mineira”.

SERVIÇO: 

Lançamento do livro Samba e Pandemia “2021- O Ano em que o Samba Parou”. 

Quando: Sábado, 13/05/2023 a partir das 14 h.  

Local: União das Escolas de Samba Paulistana. 

Endereço: Rua Rui Barbosa, 588, Bela Vista. São Paulo 

Mais informações: Instagram @sambaepandemia 

 

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