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Anúncios pagos em dólar com menções a Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) somaram ao menos 1.069 publicações nas redes sociais da Meta durante a campanha eleitoral de 2026. Levantamento da Agência Pública aponta que os conteúdos custaram pelo menos US$ 120,8 mil.
As postagens circularam sem o rótulo de conteúdo político entre 16 de agosto e 30 de setembro. Por violarem as normas da plataforma, os materiais acabaram removidos, mas acumularam mais de 82 milhões de impressões antes da exclusão.
A exigência do selo garante transparência ao eleitor. Sem essa identificação, as páginas ficam isentas de revelar quem financiou a propaganda ou qual público foi alvo das mensagens direcionadas.
Impulsionamento via exterior
Investigações apontam que parte das verbas utilizou a plataforma norte-americana pagolink.global, sediada em Delaware. O recurso viabilizou campanhas variadas, incluindo conteúdos favoráveis ao candidato Augusto Cury (Avante), conforme apontou a Agência Lupa.
Através da mesma ferramenta estrangeira, impulsionou-se um vídeo com desinformação envolvendo Lula (PT). Na ocasião, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) retirou uma fala presidencial de contexto para sugerir ofensas a garis, alcançando mais de 150 mil visualizações.
O sistema também financiou ataques contra Flávio Bolsonaro (PL). Um dos impulsionamentos direcionava usuários a uma reportagem sobre conexões societárias investigadas por fraudes, acumulando mais de 70 mil impressões ao custo de US$ 200.
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