GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Uma pesquisa inédita liderada pela Fiocruz identificou a presença de cocaína em rios da capital e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro entre julho de 2022 e junho de 2023. O estudo apontou índices elevados da substância e de seu derivado metabólico, a benzoilecgonina, lançados nas águas por meio do esgoto sanitário.

Segundo os pesquisadores, os índices de contaminação superam registros obtidos em levantamentos similares efetuados na Bélgica, Espanha e Estados Unidos. Testes laboratoriais confirmaram que as concentrações observadas geram graves impactos tóxicos para a fauna aquática da região.

Locais analisados e ligação com a Baía de Guanabara

O monitoramento mapeou os rios Irajá e Carioca, além dos canais do Cunha e do Mangue, na capital fluminense, e o Rio Meriti, em Duque de Caxias. Todos esses corpos d'água deságuam na Baía de Guanabara, ampliando o alcance do problema ambiental.

Publicidade

Leia Também:

Foram coletadas 60 amostras ao longo de um ano de estudo. Dessas, apenas uma não contava com o entorpecente e 100% atestaram a presença de benzoilecgonina. O pico de poluição ocorreu em janeiro, período associado ao aumento do consumo da droga durante festas e férias.

Efeitos nocivos à fauna aquática

Em testes ecotoxicológicos com embriões do peixe-zebra (zebrafish), a água contaminada causou alterações cardiovasculares, deformações, problemas neurológicos e aumento da mortalidade. O metabólito da droga provou ser ainda mais nocivo do que a própria substância original.

Os resultados do trabalho foram divulgados na revista científica Aquatic Toxicology e integram a tese de Gabriel de Farias Araujo, sob orientação de Enrico Saggioro. A investigação reuniu equipes do IOC, Ensp, INCQS, UERJ, UFRJ e Unirio, com financiamento da Faperj.

Diante do cenário crítico, a equipe expandiu a amostragem para 13 rios do estado entre 2023 e 2024. As novas análises seguem em andamento e devem ter conclusões divulgadas até o primeiro semestre de 2027.

Para conferir mais detalhes da pesquisa, acesse a publicação original na Agência Fiocruz de Notícias (AFN).

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade