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O Governo Regional do Príncipe iniciou o racionamento na comercialização de gasolina nesta região autónoma. A decisão ocorre após mais de duas semanas de escassez severa, gerando longas filas no único posto oficial de abastecimento local.

Segundo o secretário regional Carlos Pinheiro, a medida tem um duplo objetivo. Evita o açambarcamento e a especulação de preços, além de proteger a população contra os riscos de armazenar grandes volumes de combustível em residências.

O executivo são-tomense reconheceu recentemente que todo o país enfrenta problemas de abastecimento. Na Ilha do Príncipe, o cenário crítico começou a abrandar apenas na última quinta-feira.

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Carlos Pinheiro explicou que o transporte de combustível feito a partir de São Tomé ocorre em pequenas quantidades e com baixa regularidade. Isso gera vulnerabilidade constante para os consumidores locais.

A solução definitiva para o problema passa pela construção de um novo reservatório de combustível. No entanto, a obra continua sem financiamento garantido até o momento.

Durante a crise de abastecimento, a Empresa de Água e Electricidade também impôs cortes na eletricidade. O governo regional manifestou estranheza, já que os geradores locais funcionam a gasóleo.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade