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A exoneração de Amadu Tidjane Baldé do cargo de Procurador-Geral da República na Guiné-Bissau marca uma significativa mudança institucional, segundo análises locais.
Para o jurista Armando Agostinho Sambú, a alteração representa um corte definitivo com métodos anteriores que enfraqueciam o sistema judicial guineense.
Em declarações prestadas em Bissau, o especialista defendeu que o país precisava dessa reviravolta para consolidar o seu perfil como um verdadeiro Estado de direito democrático.
O magistrado exonerado estava na liderança do órgão desde dezembro de 2025 e apontado como próximo da antiga liderança presidencial do território.
A decisão oficial partiu do Presidente de Transição, General Horta Inta-á, amparada pelas normativas da Carta Política de Transição vigente no território.
Para o lugar deixado em aberto, Mário Ialá assumiu o comando do Ministério Público, enquanto Armando Sumba passou a liderar o Tribunal de Contas.
A reestruturação visa devolver autonomia aos órgãos de justiça, permitindo que atuem sem pressões políticas ou ingerências externas no cumprimento de suas missões.
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