Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
“Ebó: Tradições e Resistência” faz uma gira de celebração neste sábado (07 de novembro), no Ilê Dùn - Culinária e Espaço Cultural Diaspórico, que fica no bairro do Barro (Zona Oeste do Recife), das 14h30 às 22h. A entrada é gratuita. Com produção local e atrações pernambucanas, a programação autoral une ancestralidade, arte, cultura, educação, empreendedorismo, gastronomia, música e pauta infantil. Entre as atividades estão feira de mulheres pretas e empreendedoras locais, contação de histórias, performance, roda de poesia falada com premiação, artes visuais, shows, apresentações culturais e microfone aberto.
A realização do “Ebó: Tradições e Resistência”, uma iniciativa cultural que celebra e valoriza saberes ancestrais, contribui para o reconhecimento dessas tradições como fontes vivas de conhecimento, criatividade, comunidade e coletividade. A criação do projeto é assinada pelas produtoras culturais pernambucanas Priscila Ferraz, que também assume a coordenação, e Tayná Passos, à frente também da produção executiva. A equipe técnica do projeto é composta por profissionais de Pernambuco, assim como as atrações da programação.
“Ebó é um convite à partilha, aprendendo, reconhecendo as raízes e celebrando a riqueza das tradições presentes nos territórios. A gente está juntando diferentes linguagens artísticas a processos de compartilhamento de saberes tradicionais, aproximando assim pessoas, conhecimentos e fazeres ancestrais. A celebração chega como uma culminância que reafirma a circularidade que atravessa todo o projeto. A proposta abre um espaço de encontro e troca onde a arte, a oralidade, os fazeres manuais e os saberes tradicionais possam circular, fortalecendo a memória cultural e as práticas que atravessam gerações”, destaca a escritora, arte-educadora e articuladora cultural Priscila Ferraz.
Vale dizer que durante toda a celebração ocorre a feira de mulheres pretas e empreendedoras locais, além da pintura ao vivo com a artista visual Bia, MatrizB. O encontro tem como mestra de cerimônia Ana Benedita (cantora, atriz, intérprete, locutora e facilitadora cultural). A atividade de abertura, às 14h30, é a contação de histórias para crianças, com Kimberly Fraga (licenciada em Pedagogia e professora de História e Geografia do Ensino Fundamental I). Às 16h, entra em cena a performance “Òná Ijó – A Dança das Encruzilhadas”, da autoria de Falik (poeta e artista multilinguagem). A partir das 16h20, a programação traz Slam das Minas PE (batalha de poesia falada protagonizada exclusivamente por mulheres cis e trans) e microfone aberto para artistas, grupos e público em geral.
Já os shows começam à noite, reunindo o Coco do Rosário, do município de Jaboatão dos Guararapes, às 18h30, a cantora e sambista Maria Pagodinho (do Recife), às 20h, e a cantora, compositora e percussionista recifense Poli, juntamente com a banda, às 22h, concluindo o “Ebó: Tradições e Resistência”. O grupo Coco do Rosário e o Poli, por exemplo, fazem apresentações autorais. As atrações musicais também representam a cena independente.
“É um encontro em que a oralidade se manifesta na contação de histórias e na poesia falada, os ritmos marcados pelas palmas das mãos nos conectam ao coco e ao samba, e a força coletiva se transforma em axé, presença e alegria. A celebração é o momento de reunir tudo o que circulou ao longo do projeto, como os saberes compartilhados, os vínculos construídos, as tradições que seguem vivas e a potência de celebrar nossas existências. É um espaço de encontro, partilha e resistência, onde a cultura é vivenciada coletivamente e os conhecimentos continuam circulando por diversas gerações”, afirma Tayná Passos, que é culinarista e pesquisadora alimentar.
“Ebó: Tradições e Resistência” tem incentivo público, com o financiamento do Sistema de Incentivo à Cultura do Município do Recife (SIC), por meio do Fundo de Incentivo à Cultura (FIC), que pertence à Fundação de Cultura da Cidade do Recife, à Secretaria de Cultura e à Prefeitura da Cidade do Recife.
É importante reforçar que a abertura do projeto se deu pelas atividades formativas, realizadas nos meses de abril e maio de 2026. Esses primeiros movimentos aconteceram gratuitamente no próprio Ilê Dùn. As três oficinas foram as seguintes: “Saberes do Milho Branco: Do Sagrado à Mesa” (facilitação: Esmeraldina Pereira, mais conhecida por Iyá Dindinha D’Osún); “Estamparia Botânica” (Patrícia Maré); e “Costurando Histórias: Artesania Sustentável” (Giselle Silva).
Além disso, a história da ideia inicial surge como “Ebó de Poesia” ainda em 2024, quando houve a 1ª edição, no Dùn Ajeun Culinária Afro Diaspórica, no bairro da Boa Vista, centro do Recife, com um encontro de sarau e roda de conversa. A partir dessa vivência, Priscila Ferraz e Tayná Passos perceberam a importância de ampliar esse espaço, criando oportunidades para a troca de saberes como prática de resistência, valorização das tradições e fortalecimento comunitário.
Feira de mulheres pretas e empreendedoras locais
Empreender também é resistir! Com esse pensamento, a feira de empreendedoras potencializa a celebração do projeto “Ebó: Tradições e Resistência”, reunindo mulheres que movimentam a economia criativa com os próprios trabalhos, saberes e produções autorais. As expositoras são Negra Rosa (representada por Marta Soares Gomes de Almeida, com produtos de beleza e autocuidado para a pele negra e cabelos crespos e cacheados); Pry Art Crochê (moda autoral, peças artesanais e amigurumis); Maria Livreira (livraria independente dedicada à literatura étnico-racial infantojuvenil); e Annigastyle (joias autorais).
Vale reforçar que a iniciativa dialoga com o ciclo formativo realizado na primeira etapa do projeto, que teve como propósito fomentar a troca de conhecimentos, valorizar práticas artesanais e incentivar a autonomia econômica das mulheres.
“Esse movimento ganha continuidade, criando espaço para circulação, comercialização e fortalecimento de pequenos negócios e marcas independentes. Algumas das expositoras também participaram das atividades formativas, como Altayssa, da Annigastyle, que apresenta suas joias autorais. Fortalecer o empreendedorismo das mulheres é ampliar suas redes, sua autonomia e a economia dos territórios”, declara Patrícia Maré, uma das oficineiras do projeto.
“Ebó: Tradições e Resistência” (2026)
Data: 07 de novembro (sábado)
Local: Ilê Dùn - Culinária e Espaço Cultural Diaspórico (Avenida Doutor José Rufino, nº 1577, bairro do Barro, Recife/PE)
Horário: 14h30 às 22h
Entrada: gratuita
Classificação indicativa: livre
Confira a programação
14h30: abertura com a mestra de cerimônia Ana Benedita e contação de histórias para crianças, com Kimberly Fraga
16h: Performance “Òná Ijó – A Dança das Encruzilhadas”, com Falik
16h20: Slam das Minas PE + microfone aberto
18h: Agradecimentos com a mestra de cerimônia + som no intervalo
18h30: Coco do Rosário
20h: Maria Pagodinho
21h: Mestra de cerimônia + som no intervalo
22h: Poli e banda
Durante todo o encontro: feira de mulheres pretas e empreendedoras locais e live painting (pintura ao vivo) com Bia, MatrizB
Confira as expositoras da feira
Negra Rosa (representada por Marta Soares Gomes de Almeida, com produtos de beleza e autocuidado para a pele negra e os cabelos crespos e cacheados);
Pry Art Crochê (moda autoral, peças artesanais e amigurumis);
Maria Livreira (livraria independente dedicada à literatura étnico-racial infantojuvenil);
Annigastyle (joias autorais).
Ficha técnica
Idealização: Priscila Ferraz e Tayná Passos
Coordenação: Priscila Ferraz
Produção executiva: Tayná Passos
Assistência de produção: Jessica Santos
Auxiliar de produção: Manoelly Vera Cruz
Direção de comunicação: Ingrid Veloso
Comunicação comunitária: Ivison Som
Design: Katarina Scervino
Fotografia e audiovisual: Jessica Santos e Ingrid Veloso
Técnica de som: Jamerson Florentino dos Santos
Alimentação: Dùn Ajeun Culinária Afrodiaspórica
Mestra de cerimônias: Ana Benedita
Contação de histórias: Kimberly Fraga
Performance: Falik
Poesia falada: Slam das Minas PE
Atrações musicais: Coco do Rosário, Maria Pagodinho e Poli e banda
Live painting (pintura ao vivo): Bia, MatrizB
Feira: Feira de Mulheres Pretas e Empreendedoras Locais
Oficinas do ciclo formativo: Iyá Dindinha D’Osún, Patricia Maré e Giselle Silva
Espaço: Ilê Dùn — Culinária e Espaço Cultural Diaspórico
Incentivo público: financiamento do Sistema de Incentivo à Cultura do Município do Recife (SIC), por meio do Fundo de Incentivo à Cultura (FIC), que pertence à Fundação de Cultura da Cidade do Recife, à Secretaria de Cultura e à Prefeitura da Cidade do Recife.
Publicado por:
Daniel Lima
Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.
Saiba MaisNossas notícias
no celular