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O Tribunal Militar Superior da Guiné-Bissau ordenou a libertação do brigadeiro-general Daba Na Walna após cerca de um ano de detenção, período associado a uma suposta conspiração contra a ordem constitucional. A soltura ocorreu na sequência de denúncias do Estado-Maior General das Forças Armadas sobre um alegado plano de destituição do antigo presidente Umaro Sissoco Embaló.

Além de Daba Na Walna, a decisão judicial também beneficiou os militares Domingos Nhanque e Mário Midana Sigá, junto com o civil Alexandre Patrão Indi. Todos respondiam no mesmo processo.

Em entrevista concedida à RFI, o advogado Augusto Nansambé relatou que seu cliente manteve resistência psicológica, mas apresenta desgaste físico severo devido ao encarceramento.

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“Psicologicamente está bem, pois sabia da própria inocência. Contudo, fisicamente não. As condições de reclusão foram duras e desumanas”, declarou o defensor.

O acórdão n.º 4/2026 oficializou a ordem de soltura. Paralelamente, o acórdão n.º 21/2026 determinou que a justiça militar não possui competência material para julgar o episódio.

Conforme a defesa, o inquérito trata de um crime comum de tentativa de golpe de Estado previsto no Código Penal. Por isso, a tramitação caberia exclusivamente aos tribunais civis.

A denúncia inicial abrangeu oito investigados, divididos entre oficiais e civis. A soltura coincidiu com pronunciamentos do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, sobre a morte do ativista Vigário Luís Balanta.

Organizações civis cobram apurações rigorosas sobre execuções e denúncias de tortura. O caso segue mobilizando setores jurídicos e sociais no país.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade