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A história de Dona Zilda Maria de Paula é um testemunho profundo de maternidade, memória, resistência e justiça. Trata-se da trajetória de uma mulher negra cuja vida foi duramente marcada pela violência, mas que recusou o silenciamento diante do assassinato de seu filho, Fernando Luiz de Paula, morto aos 34 anos na Chacina de Osasco e Barueri em 13 de agosto de 2015.
Fernando era muito mais do que uma estatística trágica. Ele representava o filho amado, o amigo dedicado e o homem repleto de planos. Sua criação foi fruto do esforço incansável de sua mãe, que atuou durante décadas como trabalhadora doméstica para assegurar-lhe melhores oportunidades na vida.
A vivência de Dona Zilda nos convida a refletir sobre as marcas do racismo estrutural e da desigualdade social. Quando um jovem negro tem sua trajetória interrompida, a perda atinge toda a comunidade, desestruturando lares inteiros e roubando o futuro de gerações.
Contudo, a biografia dessa mulher extraordinária transcende a dor da perda. Ela se consolidou como uma das vozes mais ativas na cobrança por reparação histórica e direitos humanos, fortalecendo a articulação do movimento das Mães de Osasco e Barueri.
Além de sua incansável militância política, Dona Zilda era pura vitalidade. Ela apreciava seus animais de estimação, cultivava plantas, ouvia música clássica e compartilhava momentos de afeto e alegria com quem estava ao seu redor, mostrando que sua existência foi marcada por luz e personalidade.
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