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O debate sobre o trabalho precário ganha destaque no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, confrontando visões opostas sobre a regulação das relações de emprego e o papel social do Estado brasileiro.

De um lado, a candidatura de Lula (PT) busca manter políticas de valorização social. Do outro, o plano de Flávio Bolsonaro (PL), batizado como “Para o Brasil vencer o atraso”, aposta na desregulamentação e no incentivo ao empreendedorismo individual.

O eixo da prosperidade sem amarras

As propostas voltadas para o mercado laboral estão concentradas no eixo “Brasil que prospera”. O texto prioriza acordos individuais em detrimento de garantias coletivas, defendendo a tese de que o funcionário e a empresa negociem diretamente.

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Além disso, a iniciativa reforça oposição pública ao fim da escala 6x1, alinhando-se a setores econômicos que rejeitam novas obrigações patronais e defendem a redução dos custos operacionais.

Impactos na seguridade social

O documento estimula o trabalho autônomo sob a premissa de que a autonomia financeira liberta o cidadão das amarras burocráticas. No entanto, analistas apontam riscos para o futuro da previdência pública.

Com contratos intermitentes e a proliferação de prestadores sem vínculo formal, as contribuições para a seguridade social tendem a minguar, levantando dúvidas sobre a viabilidade das futuras aposentadorias no país.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade