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Em pleno dia de votação do primeiro turno das eleições de 2026, diversas plataformas digitais ignoraram o período de resguardo eleitoral, mantendo no ar anúncios políticos e recomendações algorítmicas irregulares. A prática descumpre normas que proíbem impulsionamento de conteúdo nas 48 horas que antecedem e nas 24 horas posteriores ao pleito, conforme a Resolução TSE nº 23.610/2019.

O levantamento, realizado pelo NetLab UFRJ, identificou centenas de anúncios ativos na Meta, Kwai e Google Ads. O cenário mais crítico envolveu ao menos seis campanhas fraudulentas que imitavam o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essas peças enganosas disseminavam a falsa promessa de um "voto digital", induzindo eleitores a fornecer dados pessoais em sites externos sob o pretexto de evitar filas.

Além dos golpes, o Observatório da Recomendação Algorítmica detectou que o TikTok e o YouTube continuaram sugerindo conteúdos de candidatos oficiais em seus feeds. O TikTok apresentou a maior incidência, com 53,8% das recomendações analisadas focadas em temas políticos. Enquanto isso, o Instagram não registrou recomendações de contas oficiais no período.

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O relatório destaca a falta de transparência das empresas na gestão de suas bibliotecas de anúncios. Em muitos casos, houve divergência entre o status exibido nas ferramentas de fiscalização e a realidade da exibição. Segundo os pesquisadores, essa assimetria de visibilidade compromete a integridade do processo eleitoral e dificulta o monitoramento pleno das irregularidades.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade