GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Um levantamento divulgado pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global registrou 354 casos de violência política entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026. O período pré-eleitoral configurou-se como o mais grave da década, com uma ocorrência a cada 44 horas.

Gisele Barbieri, coordenadora da ONG Terra de Direitos, avalia que o cenário representa uma ameaça severa à sustentabilidade do regime democrático. As mulheres foram alvo de 50,6% dos episódios catalogados no estudo.

Enquanto a violência física teve maior incidência sobre os homens, as mulheres sofreram 58,3% dos casos de violência simbólica. Ameaças de cunho sexual atingiram exclusivamente o público feminino.

Publicidade

Leia Também:

Impacto sobre a diversidade e raça

A pesquisa aponta que uma em cada três mulheres vítimas de ataques era preta. O levantamento também revelou que ameaças de grupos neonazistas tiveram como alvo quatro mulheres pretas em diferentes regiões do país.

Ataques no âmbito municipal

Cerca de 63% das ocorrências concentraram-se na política municipal. Vereadores e prefeitos lideram as estatísticas, sendo os principais alvos de atentados e assassinatos registrados pelas entidades de direitos humanos.

Glaucia Marinho, diretora executiva da Justiça Global, alerta para a presença de grupos criminosos e agentes estatais entre os agressores, reforçando os riscos enfrentados pelos representantes locais.

O estudo conclui que a maior parte dos crimes permanece impune. Apenas uma parcela reduzida dos casos resultou em punição efetiva dos autores, evidenciando lacunas na aplicação da legislação vigente.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil