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O bairro da penajóia tornou-se um dos maiores redutos de habitação informal na periferia de Lisboa. Impulsionado pela grave crise de habitação em Portugal, o local abriga centenas de famílias que trabalham diariamente, mas não conseguem arcar com os custos do mercado de arrendamento formal.
Localizado no Monte da Caparica, no concelho de Almada, o espaço abriga cidadãos de diversas origens, incluindo portugueses, cabo-verdianos, angolanos, guineenses e são-tomenses. A vice-presidente da associação comunitária local, Esvarena de Sousa, destaca que o local não é um mero aglomerado degradado, mas sim uma comunidade autoconstruída.
A expansão populacional acelerou consideravelmente após o período da pandemia. Embora estimativas apontem para milhares de residentes, a ausência de dados oficiais consolidados dificulta a contagem exata, motivando a própria associação local a preparar um mapeamento detalhado das ruas e residências.
Apesar da ausência de infraestrutura básica como água canalizada e rede elétrica oficial, os moradores organizam-se de forma independente. Custos com geradores, combustível e abastecimento de água evidenciam que as famílias esforçam-se para manter condições mínimas de dignidade e conforto.
O ressurgimento de núcleos habitacionais informais reflete as falhas estruturais do mercado imobiliário atual. Mesmo com ocupação laboral ativa, uma parcela expressiva da população permanece excluída do acesso à moradia convencional em território português.
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